Chega de mimimi, sim
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Chega de mimimi, sim

Cesar Sacheto

27 de abril de 2017 | 19h54

 

O chilique de Eduardo Baptista na entrevista coletiva após a partida entre Peñarol e Palmeiras, nesta quarta-feira, em Montevidéu, revelou o tamanho do stress pelo qual passava o elenco e a comissão técnica do alviverde. O homem ficou bravo pra caramba! Bateu na mesa, falou o diabo. Quase perdeu a voz de tanto nervosismo. Concordo com o desabafo dele. Mas gostaria de fazer algumas considerações.

Ao usar o conhecido jargão “vocês da imprensa”, o treinador palmeirense generalizou a crítica legítima contra um ou alguns representantes da categoria. Como em todos os ramos, existem profissionais bons, ruins, de caráter, sem caráter, éticos, não éticos. Ele deveria, no meu entender, dar nome aos bois. Daí, teria sido um desabafo sem ressalvas. Até porque o mimimi e o uso dos verbos no condicional estão dominando o mundo. Até os palavrões acho que são do calor, do momento. Confesso que respeito mais Eduardo Baptista após essa declaração.

O terrível perigo pelo qual passou a delegação do Palmeiras ainda dentro do estádio demonstrou que o futebol deve ser visto com seriedade pois, além de muito dinheiro, envolve sentimentos humanos dos mais importantes e até alguns pecados capitais: paixão, ira, vaidade, entre outros. E também é preciso destacar a covardia dos responsáveis por acuar os palmeirenses dentro do gramado após o apito final do árbitro Enrique Cáceres, do Paraguai. Quem teve essa atitude, brincou com a vida de inúmeras pessoas e suas famílias. E não só de jogadores, já que ali também estavam funcionários dos clubes, do estádio, policiais, jornalistas e outros.

A explosão de testosterona ainda dentro das quatro linhas do campo também contaminou as arquibancadas, conforme já era esperado. Torcedores palmeirenses e uruguaios se pegaram. Como de costume, voaram lixeiras, cadeiras e outros objetos para todos os lados. Espero que não tenha feridos inocentes.

Sei que existe uma lei no Uruguai que coloca a segurança de eventos particulares sob responsabilidade dos organizadores. Mas chamou a minha atenção a omissão das autoridades policiais com relação à briga nas arquibancadas. Esperava um esquema especial – com ação rápida – preparado para situações extremas.

As autoridades uruguaias – Ministério Público, polícia e justiça – e a Conmebol deveriam tomar providências.

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