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Contrastes

Cesar Sacheto

08 de junho de 2017 | 14h09

A quinta rodada do Brasileirão está confirmando alguns contrastes entre os principais clubes paulistas. O Palmeiras, desfalcado, sofreu mais uma derrota. No aniversário de Cuca, que fez 55 anos, o time mais uma vez decepcionou os torcedores e chegou ao quinto jogo sem vitória – foram quatro derrotas e um empate.

Desfalcado e com uma formação confusa, o time alviverde até começou bem e pressionou o Coritiba. Mas o segundo tempo veio e o Palmeiras sumiu em campo. As mexidas do treinador também não surtiram efeito. O time foi um catadão de bons/ótimos – e caros – jogadores. Nada mais.

É verdade que alguns jogadores estão em má fase e a hora de mudar é essa – já que ainda há tempo antes do retorno da Copa do Brasil e, principalmente, da Libertadores – mas o Palmeiras não pode apresentar um futebol tão ruim. O dinheiro investido e o carnaval feito com esse elenco não permitem.

O próprio Cuca parece perdido. Ele tem piorado o que estava ruim. Não é compreensível tirar Jean da lateral, onde estava acostumado a atuar, sacar Felipe Melo por um jogador com as mesmas características e pior tecnicamente,  trocar Zé Roberto por Egídio (horroroso) e não definir se Borja é ou não titular. É bipolaridade pura. As cornetas soam com força e afinadas na Rua Palestra Itália.

Enquanto isso, o rival Corinthians vive uma fase surpreendentemente boa. Nesta quarta, o time alvinegro venceu fora de casa – mais uma vez – e ocupa as primeiras posições da tabela do Brasileirão. Incrível como uma equipe que começou a temporada completamente desacreditada conseguiu se organizar dessa forma.

O técnico Fábio Carille, recém-efetivado como comandante da equipe, tinha sobre os ombros o peso da própria inexperiência e a desconfiança de torcedores – e da imprensa – em relação a Jô, atacante que retornou ao clube sem comemorações. Ninguém acreditaria que, menos de seiz meses depois, o Corinthians teria conquistado o título paulista e estaria brigando pela liderança do Campeonato Brasileiro. Menos ainda que Jô seria o rei dos clássicos.

Talvez a falta de opções,  mesclada à simplicidade e humildade do treinador tenham resolvido problemas como a escassez de recursos e as pataquadas da diretoria corintiana – que virou motivo de chacota pela não vinda do anunciado Didier Drogba e a desistência de William Pottker depois de ter cedido jogadores pelo negócio – tenha colocado o time em um patamar improvável.

Curioso pensar que a tão exaltada competência dos dirigentes palmeirenses está sendo contestada neste momento em que nada dá certo – e jogadores contratados a peso de ouro naufragam -, enquanto a fanfarronice dos cartolas corintianos é premiada com a grande campanha da equipe nesta primeira metade da temporada. Vai entender…

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