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Demitir Dorival Júnior é errado

Cesar Sacheto

05 de junho de 2017 | 11h34

Baita bobagem – para usar o termo leve – fez a diretoria do Santos ao demitir o técnico Dorival Júnior, neste fim de semana, após a derrota para o Corinthians, no Itaquerão, pela quarta rodada do Brasileirão. O treinador era o mais longevo do campeonato nacional aqui este domingo, tinha classificado o time para a próxima etapa da Libertadores e da Copa do Brasil. Mas não resistiu a três derrotas em um campeonato que tem 38 rodadas. Meus pêsames à cúpula santista pela decisão.

Além de discordar da saída de um técnico que foi campeão paulista e vice brasileiro no ano passado, vice-campeão da Copa do Brasil de 2015 e que tirou o zona de rebaixamento do Brasileirão nessa mesma temporada, me pergunto:  houve algum tipo de plano antes de tirar o treinador ou se foi algo definido depois do jogo de sábado passado? Apesar de deixar espaço para essa dúvida, posso apostar que foi um rompante de impaciência do presidente Modesto Roma, certamente com os ouvidos irritados pelos corneteiros que frequentam a Vila Belmiro. Até porque ele já confirmou, em entrevista, que não tem nome certo para colocar no cargo.

Mais do que os números, penso que Dorival – comandante de uma comissão técnica  que sai com 65% de aproveitamento (não que defenda a letra fria dos números, mas vale neste caso) em 128 jogos – conseguiu fazer do Santos um time temido, especialmente em casa. Claro que houve vacilos. No Campeonato Brasileiro de 2016, por exemplo, o time santista perdeu jogos fáceis e caiu fora da disputa pelo título. Mas todos os times oscilam. O Flamengo, para citar um, também fraquejou na fase final da competição e facilitou para o campeão Palmeiras. E o Zé Ricardo continua no comando da equipe.

Agora, o Santos corre atrás de alguém no mercado para substituir Dorival Júnior. E os nomes não me anima. Provavelmente, virá por aí mais do mesmo. Fala-se em Levir Culpi, o “plano a”, nome que está no mercado há pelo menos duas décadas. Ele até tem um currículo vencedor, é verdade. Tem títulos importantes. Mas não me parece que a filosofia de trabalho de Levir seja tão afinada assim com o DNA do Santos – de times ofensivos. Ou seja, a chance de cometer mais um grande equívoco é grande.

 

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