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Em boca fechada não entra mosquito

Cesar Sacheto

17 Outubro 2016 | 11h56

O jogo entre Figueirense e Palmeiras, neste domingo, em Florianópolis, teve lances polêmicos. O clube catarinense reclamou muito. O mandatário do clube chegou a falar em campeonato manchado. Poderia ser apenas mais uma das muitas partidas marcadas por polêmicas de arbitragem nesse Brasileirão 2016. Entretanto, um detalhe gerou uma diferença nessa situação: a tremenda falta de noção do mimado e arrogante presidente do Palmeiras.

Paulo Nobre direcionou para si e para o clube a atenção e antipatia de muitos – torcedores, jornalistas, etc. – após vomitar uma série de asneiras na semana passada, quando convocou um pronunciamento em forma de coletiva de imprensa na academia de futebol para criticar os árbitros e dizer que o campeonato não seria vencido na “mão grande”.  De quebra, deixou o elenco e o técnico Cuca – já propenso a choramingos e chiliques – perto de um ataque de nervos. Será que Nobre (no sobrenome) não poderia se concentrar em gerir o clube com a boca fechada, de forma mais discreta? Aliás, procurei hoje nos tradicionais sites de busca pela internet qualquer comentário dele sobre a arbitragem de ontem e não encontrei.

O campeonato está na reta final, todos os envolvidos estão pegando qualquer motivo pra tentar levar vantagem, mesmo que no grito. Respeito e credibilidade são conceitos que parecem não prover toda essa gente envolvida com o futebol brasileiro. Que lástima…