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Falsidades

Cesar Sacheto

24 de abril de 2017 | 20h04

A rodada do último fim de semana – que definiu os finalistas dos campeonatos estaduais – foi repleta de atitudes bizarras e que expõem facetas de caráter de alguns dos principais atores do futebol brasileiro.

Antonio Carlos Zago, Mina e Romero se candidataram ao Framboesa de Ouro – prêmio cinematográfico que faz paródia do Oscar nos Estados Unidos – pelas atuações com o objetivo de enganar os árbitros e obter vantagens para seus clubes.

O técnico do Internacional desmontou na linha lateral, caiu de quatro após ser tocado por um atacante do Caxias, na semifinal do Gaúcho (vencida pelo Colorado, nos pênaltis). R i d í c u l o. Um espetáculo grotesco. Na imagem aproximada, vimos que o adversário mal tocou no treinador.

O atacante corintiano Romero levou uma mão no peito do volante Thiago Mendes no clássico contra o São Paulo, em Itaquera, e imediatamente jogou a cabeça para trás com as mãos no rosto. Paraguaio falso. Tentou ludibriar a arbitragem e se deu mal, porque ninguém caiu na dele.

O colombiano Mina também desabou no gramado após um leve choque com um pontepretano na eliminação do Palmeiras no Paulistão para o time de Campinas. Venceu no Allianz por 1 a 0, mas a surra de três que o alviverde sofreu no interior decretou o adeus ao Estadual. Que feio, hein?!

Essas encenações são flagradas pelas dezenas de câmeras que hoje nos trazem quase todos os detalhes de uma partida de futebol. E que também nos dão uma ideia da personalidade daqueles envolvidos com este esporte. Fico imaginando quantos erros foram cometidos pelos árbitros no passado iludidos por atitudes semelhantes, protegidas pela falta de tecnologia.

E ainda continuam criticando o coitado do Rodrigo Caio pelo fair play no primeiro jogo da semifinal do Paulistão contra o Corinthians. Hoje mesmo, sentado na minha mesa aqui na redação do Estadão, ouvi são-paulinos descendo a boca no zagueiro, ironizando a atitude dele.

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