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Lambança eletrônica

Cesar Sacheto

14 de dezembro de 2016 | 15h27

A arbitragem não é horrorosa somente no Brasil, não! E mesmo com o recurso do vídeo – o qual eu aplaudo – a juizada consegue fazer lambança.

O referee de Kashima vs. Atlético Nacional, Viktor Kassai, foi buscar a ajuda das imagens para analisar um possível pênalti de um jogador colombiano sobre um japonês. Com a penalidade, o time do Japão abriu o caminho para vencer a equipe de Medellín chegar à final do Mundial de Clubes. Realmente, foi pênalti. Mas havia um impedimento na jogada que passou despercebido ou foi ignorado. Inacreditável!!!

Há uma discussão sobre o lance, a demora na marcação da falta, a hipótese de o vídeo não valer para assinalar impedimentos, etc. Mas, nem com os recursos eletrônicos eles são capazes de apitar corretamente e/ou usar o bom senso? E olha que estamos falando de uma partida com árbitros estrangeiros. Nem vamos pensar no nível da arbitragem brasileira, né?!

Apesar da dinâmica diferente de outros esportes, ainda não entendo por que é tão difícil introduzir de forma eficiente os recursos tecnológicos no futebol. Por exemplo, deixar a critério dos técnicos a escolha dos lances duvidosos que poderiam prejudicar a equipe. Dois desafios por tempo de jogo com tempo definido para solicitá-lo. Pênaltis, escanteios, faltas, laterais, agressões, qualquer jogada suspeita poderia ser revista pela arbitragem a partir do pedido do time reclamante.

Será que a International Board é incompetente em nível máximo? Ou somos todos ingênuos e essas ‘falhas’ são somente parte do show?

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