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Lava Jato no futebol brasileiro já!

Cesar Sacheto

14 Outubro 2016 | 11h47

A atuação do árbitro Sandro Meira Ricci no Fla-Flu desta quinta-feira, em Volta Redonda, é digna de ‘Troféu Cara de Pau’ do ano!

A autoridade máxima no campo de jogo se enrolou todo, desagradou a gregos e troianos e, na súmula, nem sequer teve a coragem de apontar o que ocorreu de verdade naquele segundo gol do Fluminense. Anulou corretamente o lance, voltou atrás por pressão dos tricolores e, para coroar o festival de lambanças, deixou rolar a pressão flamenguista. Possivelmente para ter tempo de se consultar com as ‘vozes do além’ e saber o que fazer.

O árbitro Sandro Meira Ricci – que pertence ao quadro da Fifa – não admite que ‘sopraram’ no ouvido dele o impedimento pelo fato de a utilização do vídeo no futebol ainda ser proibida no Brasil. Seria uma ilegalidade. Não é possível provar a interferência externa porque dependeríamos da transparência, profunda sinceridade e da firmeza de caráter dos envolvidos. Ou seja, impossível. Mas fica a desconfiança.

O resultado de empate no clássico carioca seria injusto e também não acho que os palmeirenses devam chorar a vitória rubro-negra obtida com a polêmica, pois o Alviverde jogou e não teve competência para superar o Cruzeiro. Mas o lance expõe a profunda crise de seriedade – ou falta da mesma – na qual o futebol brasileiro está afundado.

É preciso uma ação moralizadora! Chega de discursos feitos para agradar a torcida! Chega de STJD! Chega de CBF! Chega de fazer o povo de otário!