O que virá depois do Choque-Rei?
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O que virá depois do Choque-Rei?

Cesar Sacheto

28 de agosto de 2017 | 11h32

O Choque-Rei disputado no Allianz Parque, neste domingo, foi surpreendente pelo placar elástico a favor do Palmeiras –  4 a 2 – sobre o São Paulo em uma partida que garantiu aos jogadores e comissão técnica alviverdes duas semanas de certa tranquilidade, até o retorno do Campeonato Brasileiro –  que vai parar devido às partidas da seleção brasileira pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Rússia de 2018.

Aos tricolores, serão dias de angústia por mais um fracasso do time dirigido por Dorival Junior, que voltou a demonstrar aquela postura inoperante, especialmente no segundo tempo. O São Paulo não teve competência para aproveitar os momentos bons do ataque na etapa inicial – e as falhas da defesa palestrina – para garantir uma boa vantagem. Foi para o intervalo com um empate em 2 a 2 e voltou apenas para garanti-lo. E ainda perdeu as oportunidades que teve para vencer.

O Palmeiras se valeu de um certo domínio da posse de bola, mas se perdeu na infinidade de chuveirinhos na área adversária que não levaram grande perigo ao gol de Sidão. Mas a equipe mandante aproveitou a tarde inspiradíssima de Willian Bigode para virar o marcador – que havia sido aberto poe Marcos Guilherme – e teria descido para os vestiários em vantagem não fosse o oportunismo de Hernanes.

O primeiro tempo teve ainda um lance assustador, mas que felizmente não teve consequências. O choque da cabeça de Lucas Pratto – autor da assistência para o gol da equipe – com o joelho de Hernanes fez o argentino cair desfalecido no gramado. Apesar de deixar o campo de ambulância, o atacante passou por exames e está bem.

Porém,  quando poderia se esperar uma atuação mais corajosa do São Paulo, o time voltou com aquele costumeiro temor dos que estão sob risco de descenso. Os são-paulinos praticamente não levaram perigo ao gol de Fernando Prass – exceto uma bola de Rodrigo Caio -, enquanto os palmeirenses continuaram em busca da vitória.  E a bola puniu.

O técnico Cuca fez mexidas para colocar a equipe mais à frente e teve sucesso. Justamente Keno e Hyoran, escolhidos pelo treinador, foram os responsáveis pela vitória palestrina. O atacante, colocado no lugar do volante Bruno Henrique, deu novo ânimo ao setor, enquanto o jovem Hyoran substituiu Guerra no meio. Duas cartadas que deram certo. Já o São Paulo, além de pouco ter feito, como havia dito, ainda teve os sustos das saídas desastrosas do goleiro Sidão – aquele escolhido por Rogério Ceni por ter boa saída com os pés –  que quase entregaram de vez a rapadura tricolor.

Agora,  o São Paulo, ainda mais afundado na zona de rebaixamento na 18ª posição – e podendo cair para a vice-lanterna do Brasileirão, caso o Vitória supere o Coritiba nesta segunda –  terá semanas de aflição. O grupo terá que demonstrar um poder de superação que ainda não teve para sair da incômoda situação de candidato ao rebaixamento. E a conta deve ser cobrada do presidente Leco e de seus diretores, que estão fazendo uma administração vexatória neste ano e são os responsáveis pela crise.

Já o Palmeiras viverá dias de certa tranquilidade. Mas ainda tem assuntos pendentes e que podem continuar a tumultuar o ambiente. O maior deles é esse impasse envolvendo a saída de Felipe Melo, brigado com Cuca. Afinal, ele vai ou fica? Se ficar, ele e Cuca darão os dedinhos e seguirão sem mágoas?  Como o restante do grupo se sente? São questões que o torcedor está curioso para saber as respostas. Além disso, o treinador ainda está devendo um time para os palmeirenses. Portanto,  é bom o pessoal não se animar muito e achar que a goleada no clássico varreu todos os problemas na Academia de Futebol. Abram os olhos…

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