Quanta fineza
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Quanta fineza

Cesar Sacheto

29 de março de 2017 | 18h10

A punição da Fifa – suspensão de quatro jogos – para Lionel Messi foi questionada pelo uruguaio Luis Suárez, parceiro de Barcelona, integrante do trio batizado de MSN (Messi, Suárez e Neymar). O atacante da Celeste Olímpica acha que a pena é muito dura para um simples insulto. Pela ótica dele, ofender a mãe de alguém é uma bobagem, coisa pouca, que dispensaria uma repreensão severa. Bem, no meu modo pensar, esse tipo de pensamento é esclarecedor. Ele nos revela por que o mundo anda perdendo as batalhas contra a intolerância, o egoísmo e a falta de empatia.

Espírito esportivo parece não ser o forte do uruguaio. Suárez meteu a mão em uma bola que decretaria a eliminação do país da Copa de 2010 nas quartas de final da competição em jogo contra Gana. O ato foi classificado como heroico e colocou o Uruguai nas semifinais do Mundial, algo que não ocorria há 40 anos. Pra mim, foi apelação pura.

No Brasil, em 2014, o atacante cravou os dentes nas costas do italiano Chiellini na partida que terminou com a classificação do Uruguai naquela Copa. Expediente que Luizito já havia utilizado em outras oportunidades nos clubes em que atuou. Um lorde em campo.

A pena de quatro jogos está de bom tamanho e o argentino Messi não precisa da solidariedade de Suárez. Ele parece ser um cara controlado e deve saber que fez uma grande besteira. Inclusive, que complicou ainda mais a situação do país nas Eliminatórias para a Copa de 2018. Sem Messi, a Argentina já levou uma pancada da Bolívia, em La Paz. Corre o risco de ficar fora ou depender da repescagem. Que fase.

Messi

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