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Uma luz no fim do túnel

Cesar Sacheto

04 Outubro 2016 | 11h18

Hoje é dia de cornetar às avessas! Sinto-me na obrigação de ressaltar a atitude de um homem nobre.

A entrevista do atacante Grafite, do Santa Cruz, no intervalo do jogo contra o Palmeiras foi um sopro de luz em uma imensidão de trevas, mentiras, falsidade e desonestidade! O jogador foi questionado por um repórter de tevê sobre um pênalti sofrido e disse, com muita tranquilidade, que não havia acontecido nada. E, por tabela, fechou a boca de comentaristas de estúdio que, mesmo com o recurso do replay e as 1.567 câmeras à disposição, já diziam que havia penalidade. Muito raro vermos um atleta fazer uma reflexão desse tipo no calor do jogo. Ainda mais alguém cujo time briga para sair da zona de rebaixamento. O Santa Cruz perdeu o jogo, mas fica o meu respeito.

Grafite sempre foi um cara diferenciado. Fez uma carreira muito bonita. Ganhou tudo no São Paulo, fez sucesso na Europa e chegou à seleção. Sofreu com episódios de racismo, viu a mãe ser sequestrada. Passou dignamente por todas as tentações que a fama e o dinheiro do futebol propiciam. Agora, assinou contrato com o clube do coração – o Santinha – e já avisou que ficará mesmo com o provável descenso da equipe pernambucana.

Uma pena que existam poucos como Grafite no futebol. Aliás, no mundo, né?