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A saída é cuidar da cabeça

andreavelar

15 de maio de 2011 | 23h58

Já faz um tempo que não saio a Correr por aí no sentido mais amplo que esse humilde blog pode ter. Não me deparo com novas histórias, não visito novos lugares, tampouco participo de provas. Infelizmente. Muito por conta de uma insistente dor que, por enquanto, prefiro chamá-la apenas de “dor de corredor”. Hoje, talvez pela proximidade da promessa de segunda-feira, decidi cuidar também da mente, além é claro, da ajuda médica.

Perdoem o “momento meu querido diário”, mas afastar a poeira do laptop e começar a escrever também é um ótimo exercício para a cabeça. Na última vez que estive por aqui, meus tênis ainda estavam sujos pra lá de orgulhosos de um longão bem feito pelas ruas das Perdizes e pela avenida Sumaré – o Play Station 1, grande, cinza, com o Winning Eleven 4 também era o videogame da moda (não, também não faz tanto tempo assim).

De lá para cá, teve muita coisa legal e não só em São Paulo. Cá para nós, sob o pecado de esquecer várias outras provas e sem nenhuma ordem cronológica, Meia Maratona da Ponte, Fila Night Run, Indy Run… Graac, uma infinidade. Mas realmente não dava, e não dá ainda. Nos primeiros dias estava com vontade de sair de perto de mim tamanho cheiro de gelol. Sequer tive coragem de me envolver com os assuntos ligados à corrida. Brigamos mesmo, poxa. Quero voltar a correr.

Não sei precisar o quão séria é minha dor. Mas o médico também não. Esse, aliás, ia receitando analgésico, anti-inflamatório e “melhoras”. Só isso. Por pouco não contei para o mocinho todo de branco a tese de um professor do cursinho que prefere ser operado por um veterinário que por um recém-formado. Não sou desses. Sem preconceitos, até porque me formei por esses dias. O problema é que dói pra c@#&¨& e o dia de uma nova consulta, com outro especialista (por via das dúvidas, esse mais velho), não chega.

Há quem defenda, e até com mais propriedade, o cross training. Outra atividade que não a corrida para manter o condicionamento e mesmo não pirar. Pode ser bicicleta, piscina, ioga ou pilates. Ainda não tinha me ocorrido isso. Só espero o aval de um médico para saber minhas reais condições.

Por enquanto, vou cuidando da cabeça. Aí sim por conta própria mesmo. Alguns exercícios de respiração para encarar as frias manhãs na capital e, em seguida, a correria ainda que manca do dia-a-dia. A bacia ou cabeça do fêmur, sei lá mais onde incomoda, foi fichinha perto da dor de ver uma fila gigantesca de corredores retirando seus kits para só uma das três provas que eu tinha conhecimento para aquele fim de semana.

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