Confusões olímpicas e fim trágico de um campeão
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Confusões olímpicas e fim trágico de um campeão

andreavelar

16 de maio de 2011 | 10h48

David J. Phillip/AP - 24/8/2008

Uma besteira atrás da outra que só poderia terminar de forma trágica. Péssima para o Quênia e para o esporte. O atual campeão olímpico Samuel Wanjiru, de 24 anos, morreu nesta segunda-feira em sua casa em Nyahururu, após a mulher o flagrar com uma amante.

Wanjiru tinha bebido e começou a discutir com a mulher Triza Njeri após a descoberta da traição. Em uma aparente tentativa de fuga, já que seria bem difícil alcançá-lo na corrida, ele saltou do terraço e morreu em decorrência da queda.

O chefe de polícia da região Jasper Ombati explicou que Wanjiru chegou em casa com a amiga por volta das 23 horas de domingo e quando sua mulher descobriu, já na madrugada de segunda, trancou os dois no quarto. Daí o motivo da suposta fuga. Ainda segundo a polícia, as duas estão colaborando nas investigações.

Mas o corredor, primeiro queniano medalhista de ouro na maratona olímpica, dono do recorde dos Jogos (2h06min32), segundo mais jovem a vencer a prova, tinha um longo histórico de confusões e problemas domésticos. Em dezembro passado, foi acusado de ferir o seu segurança com uma espingarda e ameaçado matar sua esposa e a empregada. Ele também foi denunciado por portar um rifle AK-47. O atleta negou todas as acusações e foi liberado após o pagamento de fiança.

O queniano jogou fora marcas de respeito no atletismo. Além do ouro em Pequim 2008, ele venceu as maratonas de Londres (2009) e de Chicago (2009 e 2010). Autoridades do país lamentaram o ocorrido. “A morte de Wanjiru não é apenas uma perda para sua família e amigos, mas para o Quênia e para toda a fraternidade de atletas”, disse o primeiro-ministro Raila Odinga.

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