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Caminhada da superação

andreavelar

10 de abril de 2011 | 15h37

O outrora “sexo frágil” é maioria quando se trata dos 241 quilômetros percorridos a pé em 11 dias no Caminho do Sol, entre Santana de Paranaíba e Água de São Pedro, em São Paulo. Elas buscam superação física e emocional como conta Ciça Vallerio na reportagem de capa deste domingo do caderno Feminino do Estadão. Confira aqui apenas um trecho da bela matéria.

Mais do que um roteiro de aventura, o Caminho do Sol se tornou uma viagem feminina – em vários sentidos. A começar pelo fator numérico. Ao longo de seus quase nove anos de existência, o percurso de 241 quilômetros, que sai de Santana de Parnaíba e acaba 11 dias depois em Águas de São Pedro, ganhou adesão maciça das mulheres: atualmente elas são maioria entre os caminhantes – 70%. Com mochila nas costas e cajado na mão, elas encaram com bravura dores musculares, bolhas nos pés e uma infinidade de obstáculos, principalmente os emocionais.

Para espanto geral, os homens desistem desse desafio – realizado em áreas rurais do interior paulista – mais facilmente do que elas. É o que garante o idealizador do Caminho do Sol, José Palma. “Embora o índice de desistência seja baixo no geral, essas peregrinas superam as dificuldades com muita garra para chegar até o fim”, observa. “Os homens sofrem mais para se adaptar às adversidades.”

Cerca de 10 mil pessoas já se aventuraram na empreitada. Novos interessados já podem começar a se preparar para a melhor época de realizar esse programa: o segundo semestre. Período de pouca chuva e com calor ameno. Entre a legião de andarilhas, muitos são os motivos que levam ao Caminho do Sol. O principal deles, explica Palma, é a maior disposição para uma viagem interior, em busca do autoconhecimento.

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