Cheiro de chocolate
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Cheiro de chocolate

Alessandro Lucchetti

30 de agosto de 2013 | 15h04

Sempre tive vontade de fazer um post sobre a corrida “Dez Milhas Garoto”, marcada para este domingo, dia 1º. A chegada é em frente à fábrica de chocolates da marca, em Vila Velha, no Espírito Santo. Praticar esportes perto de fábrica de chocolates me traz doces recordações da adolescência – eu jogava futsal – que, naquela época, a década de 80, chamávamos de futebol de salão – na quadra da Lacta, na avenida Santo Amaro.

Mas as “Dez Milhas Garoto” têm muito mais do que cheiro de chocolate. É uma das provas mais elogiadas pelos fundistas brasileiros, devido à sua polpuda premiação, bem mais interessante do que a da São Silvestre.

Este ano, a prova oferece R$ 200 mil em prêmios, incluindo dois carros zero quilômetro para o primeiro brasileiro e a primeira brasileira – um incentivo necessário, diante da invasão de bons corredores africanos nas provas de pedestrianismo do Brasil. Há outras faixa se premiação – para cadeirantes, colaboradores e capixabas, por exemplo.

Nesta edição, a 24ª, as “Dez Milhas Garoto” contam com um pelotão de elite que reúne 11 africanos (quatro a mais do que no ano passado), incluindo a vencedora da última São Silvestre, a queniana Maurine Jelagat Kipchumba.

Entre os nomes nacionais, destacam-se Cruz Nonata e Lucélia Santos. A elite masculina tem Giovani dos Santos, bronze nos 10.000m nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

A prova é interessante também para corredores amadores como eu – o visual, como se vê na foto, vale bem a pena. Vou tentar incluir essa prova na minha programação de 2014. Depois de um certo tempo, é meio tedioso correr nos já manjados traçados das provas de São Paulo, como aquele que inclui os arredores do Parque do Ibirapuera e Rubem Berta e aqueles na USP. E ainda tem o cheiro de chocolate pra dar uma animada.

 

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