Corredores apregoam benefícios de atividade física a diabéticos no Circuito Caixa
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Corredores apregoam benefícios de atividade física a diabéticos no Circuito Caixa

Alessandro Lucchetti

13 de novembro de 2014 | 17h14

Bisan e corredores da Nova Equipe

Bisan e corredores da Nova Equipe

Como correria é com ele mesmo, o ultramaratonista Emerson Bisan está envolvido em uma série de eventos de conscientização no bojo do Dia Mundial do Diabetes, nesta sexta-feira. Aproveitando o trânsito mais tranquilo no dia seguinte, o atleta vai realizar o Tour Azul, uma corrida de 50km que percorre os supostos e assim chamados pontos turísticos de São Paulo, como a Avenida Paulista, Parque da Aclimação, USP e Jóquei Clube. Cada um poderá correr em seu ritmo, e a distância que preferir – do Parque do Ibirapuera à Paulista, por exemplo – uma subida de menos de dois quilômetros.

O próprio Bisan foi diagnosticado como portador de diabetes tipo 1 em 95. Desde então, ele intensificou seus treinamentos em corrida e, no ano seguinte, participou de sua primeira maratona. Hoje, ele já tem 20 completadas no currículo.

Em 2006, criou a Nova Equipe, assessoria esportiva que se tornou referência para portadores de diabetes. Bisan assumiu como missão a tarefa de conscientizar o público sobre a importância da prática de esportes para controlar o diabetes.

“Eu praticava uma série de esportes recreativamente, como vôlei, futebol e natação, sem ser propriamente um atleta. Por meio dos controles do diabetes, percebi que os melhores resultados apareciam após atividades de corrida”.

Desde então, Bisan, que é professor de educação física, montou planilhas de treinamento e passou a levar os treinamentos de corrida a sério.

“Com os exercícios, combate-se a resistência do corpo à insulina e aumenta-se a permeabilidade da célula, bem como se melhora a circulação periférica, aumentando a vascularização”.

No próximo dia 30, Bisan e outros 14 atletas de várias modalidades que são portadores de diabetes vão correr a etapa final do Circuito de Corridas da Caixa, em São Paulo.

“Teremos um encontro no dia 29 com atletas portadores de diabetes que são referência em seus Estados, nas modalidades que praticam, como caratê, natação e triatlo, entre outros. Decidimos aproveitar o Circuito de Corridas da Caixa, no dia seguinte, para fazer uma ação de conscientização. Vamos nos apresentar aos participantes e disputar a corrida, mostrando que é possível, sim, ter uma vida normal com a doença”.

Bisan lembra o exemplo de Mark Spitz, que foi o maior nome de sua modalidade antes do advento de Michael Phelps. Em 72, nos Jogos de Munique, o norte-americano conquistou sete medalhas de ouro. “Quando descobri a doença, a primeira coisa que o médico me mostrou foi a história do Spitz. Ele também era diabético, e foi uma grande inspiração para mim”, conta Emerson. “Há vários outros atletas, nas mais diferentes modalidades, que convivem muito bem com o diabetes, mas ainda existe muito preconceito. Há professores de educação física que não permitem que crianças nessa condição pratiquem esportes”.

Um exemplo brasileiro de grande expressão é o nadador Matheus Santana, que é diabético e é o atual recordista mundial juvenil dos 100m livre (48s25).

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