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Currículo de peso e agora tempo de respeito

andreavelar

17 de abril de 2011 | 23h03

Marílson Gomes dos Santos já tinha um currículo expressivo, com duas vitórias na Maratona de Nova York, mas lhe faltava uma marca de respeito nos 42,195km. Agora não falta mais.

O brasiliense chegou em quarto lugar na Maratona de Londres, que completou em 2h06min34. Trata-se de um tempo bem superior à sua antiga marca – 2h08min37, que não estava sequer entre os 500 melhores tempos da história. Ela fora alcançada em Londres, em 2007.

O brasiliense não chegou a bater o recorde sul-americano, que continua nas mãos do mineiro Ronaldo da Costa, que fez a melhor marca do mundo em Berlim, em 1998: 2h06min05. Para se ter ideia da evolução da prova, puxada pelos inacreditáveis fundistas africanos, aquela marca de Ronaldinho hoje não está entre as 40 melhores da história.

O pódio na capital londrina foi todo queniano. Emmanuel Mutai fez o melhor tempo da prova e o quinto da história, 2h04min40. A antiga marca (2h05min10) pertencia ao campeão olímpico Samuel Wanjiru. Martin Lel e Patrick Macau, segundo e terceiro, fizeram o mesmo tempo (2h05min45). Lel superou o adversário num belo sprint defronte ao Palácio de Buckingham. Na prova feminina, Mary Keitany, também do Quênia, ficou com a vitória.

Marílson, que era apenas o quarto melhor maratonista brasileiro da história, deixou para trás André Luiz Ramos e Vanderlei Cordeiro de Lima. “Queria muito essa marca porque sabia que 2h08 não era para mim. Nessa maratona, mais rápida que a de Nova York, eu consegui.”

O dia foi marcado também pela volta do etíope Haile Gebrselassie, o melhor da história (2h03min59). Ele venceu a Meia de Viena em 1h00m18.

Original do Jornal da Tarde

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