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Superação ou risco?

andreavelar

13 de dezembro de 2010 | 15h56

Uns chamam de superação, mas é preciso também respeitar os limites do corpo. Holland Reynolds, de 16 anos, corredora de cross-country, é o exemplo mais recente do limiar resistência/risco para a saúde. A norte-americana terminou uma competição universitária na semana passada, na Califórnia, rastejando depois de passar mal nos metros finais. A 37.ª colocação, no entanto, rendeu para sua escola o título do campeonato.

“Por volta do quilômetro quatro, não me senti muito bem. Meus joelhos começaram a doer muito. Tentava acompanhar de perto a primeira colocada, mas o ritmo estava muito forte e não conseguia correr mais rápido”, explicou Holland aos jornais locais. Ela disse também que não estava acostumada a correr no frio e terminou os seis quilômetros em 20min15 e foi promovida à capitã da equipe.

Guardadas, claro, as proporções, a imagem lembra a célebre Gabriele Andersen-Scheiss em Los Angeles 1984. A suíça, então com 39 anos, teve um final da maratona olímpica comovente ao cambalear nos últimos 500 metros. Ela subestimou o forte calor ao recusar um posto de hidratação e desmaiou assim que cruzou a linha de chegada, com o tempo de 2h48min42.

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