6 dicas práticas para correr do câncer de pele

6 dicas práticas para correr do câncer de pele

SILVIA HERRERA

07 Dezembro 2018 | 15h12

Dezembro é o mês da campanha de prevenção do câncer de pele. Este ano consultamos a dermatologista Thaíz Santos Ochôa, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. #dezembrolaranja #câncer #corridaderua #prevenção #BlogCorridaParaTodos

O câncer de pele é um tumor de pele maligno, provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Existem três tipos de cânceres de pele: O carcinoma basocelular, mais frequente e com alto percentual de cura; o carcinoma espinocelular, de incidência média; e o melanoma, o tipo mais grave e mais raro.  Em qualquer um dos casos, a doença é curável se detectada em um estágio inicial”, esclarece a especialista.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) são estimados para o Brasil este ano, 2.920 novos casos de câncer de pele melanoma em homens e 3.340 em mulheres.  Já os casos novos de câncer de pele não melanoma estimados são 85.170 em homens e 80.410 em mulheres.

“A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento”, explica Thaiz , prestadora de serviços no Hospital América de Mauá.

Vamos as dicas:

1- Consultar o índice UV em seu celular previsto para a hora e local (veja abaixo como)

2- Índice UV acima de 5: roupas, chapéus e óculos com protetores UV

3- Provas longas avaliar o uso de protetores stickers na face

4- Provas rápidas de até 2 horas e índice UV acima de 5 – sempre optar a roupa e chapéu com protetor, mas podem usar o protetor solar mais secos nas áreas expostas

5- Lembre do protetor labial. Eu sei, gosto amargo, mas essencial;

6- E acima de tudo não esqueçam de tomar muita água, pois a desidratação é perigosa associada ao excesso de sol, uma dupla explosiva. Muita água, sempre.

Ultravioleta – como consultar:

O índice ultravioleta (IUV) é uma escala de valores, recomendada pela OMS (Organização Mundial de saúde) relacionada à intensidade de radiação da luz solar que pode deixar a pele humana eritematosa (aquele queimado de sol vermelhinho que a gente não percebe no decorrer do dia, mas a noite a gente olha no espelho e o vê, e às vezes sentimos até um ardor).

A escala é numerada de 0 a 11 com o intuito de simplificar a divulgação dos níveis de R- UV ao público,  de acordo com uma tabela de valores inteiros, na qual o zero é o menor valor enquanto o maior valor é habitualmente representado pelo símbolo 11+. No entanto, é importante salientar que não há limite superior. Quanto maior o valor, maior o potencial de dano solar à pele e aos olhos.

Agora usando a tecnologia a nosso favor, observe nos app de clima – da maioria dos celulares – há um a maioria um número bem importante no final da tela, como exemplo abaixo,  no canto inferior direito – índice UV:

Como essa foto foi tirada à noite o nosso índice UV é zero. Para checar tem que ver a previsão durante o dia. E a  OMS tem outra tabela  simples e descomplicada, abaixo, do que fazer conforme a numeração do IUV :

Para saber qual é a média do nosso índice UV tem um gráfico do CPTEC, uma simulação via satélite bem interessante do Brasil no inverno e no verão. Observe como o Brasil tem uma posição “bem privilegiada” quando o assunto é sol.  No inverno, São Paulo fica na faixa do IUV 5, e no verão o Brasil inteiro tem  v

e frente a isso, como nos proteger da melhor forma possível se estamos trabalhando ou realizando esportes sob o sol? Usar protetores físicos (roupas comuns do dia a dia, nos abrigar em sombras, usar sombrinhas, etc.) e o que mais?

 

O grande problema dos maratonistas e corredores é que por maior o número do protetor solar, o suor sempre vai retirá-lo e a reaplicação a cada 2 horas é inevitável. Os protetores em bastão (stick) são excelentes para a face, hoje são vendidos com FPS 90 e existem na apresentação com cor de base ou incolor. São os preferidos dos meus pacientes que têm intensa sudorese no calor e, por eles “não escorrem nos olhos”.

alores de IUV próximos a 11. Assustador não?

Com esta realidade mais clara, como nos proteger da melhor forma possível se praticamos esportes sob o sol? Usar protetores físicos (roupas comuns do dia a dia, nos abrigar em sombras, usar sombrinhas, etc.) e o que mais?

Thaíz explica que o grande problema dos maratonistas e corredores é que, por maior o número do protetor solar, o suor sempre vai retirá-lo e a reaplicação a cada duas horas é inevitável. “Os protetores em bastão (stick) são excelentes para a face, hoje são vendidos com FPS 90 e existem na apresentação com cor de base ou incolor. São os preferidos dos meus pacientes que têm intensa sudorese no calor e, pois não escorrem nos olhos”, argumenta. Realmente, quando o protetor solar escorre nos olhos é horrível….

Outra barreira são as roupas com proteção solar FPS50 – estudos comprovam  que este fator dá uma proteção de 98,3% dos raios UV (veja imagem abaixo). A maioria das marcas esportivas já oferece peças assim. A dermatologista observa que a proteção já começa ao vestir as peças e continuam enquanto forem usadas, por isso são muito mais práticas que as aplicações de protetor solar. “A desvantagem é que apenas a área coberta pelo tecido é protegida, fato este que se torna relevante em um país em que, culturalmente as pessoas têm a tendência de diminuir os tamanhos das roupas no verão, principalmente em atividades esportivas realizadas ao ar livre, como nas praias brasileiras”, destaca a dermatologista. Para quem prefere correr com regata ou camiseta de manga curta, precisa reaplicar o protetor nas pernas e braços. “Nesses casos é necessário aplicar um creme 30 minutos antes da corrida de FPS 70 a 90, dependendo da cor da pele. O melhor é usar um FPS em spray ou aerossol quando o suor estiver abundante (necessário secar o suor para reaplicação do protetor)”, acrescenta. Ah, e não esquecer do óculos de sol com proteção UV.

Outro detalhe que interfere os raios ultravioletas é a altitude – quanto maior é a altitude da localidade esportiva menos espessa é a atmosfera sobre ela e, portanto, maior a quantidade de R-UV que atinge a superfície. Ou seja. prefira em protetores com fator de proteção de no mínimo 50. Areia também reflete, mas bem menos.

Confira na imagem abaixo abaixo como aplicar o protetor solar.

E quem for para a neve deve se proteger também. Thaíz destaca que superfícies muito claras, como a neve fresca, podem refletir até cerca de 90% da radiação incidente. E, por essa razão, o uso de proteção adequada aos olhos e à pele é exigido em ambientes como montanhas e pistas de esqui. A areia tem reflexo variável entre 2 e 12% dependendo do tipo e da umidade. Superfícies com grama apresentam reflexo baixo em torno de 1 a 4%, porém o concreto claro pode refletir entre 10 e 20% da R-UV. É …. A radiação vem de cima e debaixo. E áreas urbanas e asfaltadas geralmente apresentam reflexos dos raios UV de 3 a 5%. Veja abaixo.

Existem medicamentos orais, vitaminas, que auxiliam a diminuir o dano solar, mas não o substitui tudo o que já foi falado. Mas é necessário consultar um médico dermatologista. Aliás, pintas com bordas irregulares, pintinhas que sangram com passa a toalha de banho são alguns dos sintomas do câncer de pele. Procure o médico imediatamente. Eu mesma já tive câncer de pele, era como se fosse uma picada de pernilongo, sempre no mesmo lugar. Demorei seis meses para ir ao médico, mas deu tempo graças a Deus.