A corrida de rua e o Pilates

A corrida de rua e o Pilates

SILVIA HERRERA

26 Agosto 2018 | 11h45

Confira como esse método desenvolvido em 1923 pode melhorar a corrida de rua. #corridaderua #pilates #BlogCorridaParaTodos

Joseph Pilates nunca imaginaria que seu método, quase um século depois, faria tanto sucesso no Brasil. Hoje há estúdios de norte a sul do País e a prática, quando bem orientada, pode dar aquele gás na sua corrida de rua. Um coadjuvante que pode ser incluído na planilha de treinos, uma vez por semana, daqueles que correm com regularidade mais de 50K por semana. Além disso, pode prevenir lesões, ampliar a qualidade de vida e preparar o corpo para os desafios propostos, como o de correr a primeira maratona, por exemplo.

Para falar sobre o assunto, entrevistamos a fisioterapeuta formada pela USP Janaína Cintas, que na adolescência era uma das maiores feras do BMX verde e amarelo, com dois títulos mundiais na bagagem. Ou seja, tem esporte no sangue. Ela é da Voll, o maior grupo de Pilates da América Latina, tem dois livros publicados (Cadeias Musculares do Tronco e a Ciência do Pilates) e desenvolveu o Método Abdominal Hipopressivo (MAH), que visa prevenir e tratar a incontinência urinária, mal que atinge 78% das corredoras de longa distância.

Janaína é corredora de rua amadora e mostra abaixo cinco exercícios importantes de Pilates  para incluir na rotina dos treinos. Mas atenção, nunca pratique Pilates sozinho, busque um profissional habilidato em Pilates e com graduação em Fisioterapia, ou Educação Física, ou Terapia Ocupacional ou Dança.

O exercício da foto 1 trabalha na oscilação vertical na fase do salto da corrida,  para que ela não seja muito alta e o atleta não perca muito tempo no alto. Enquanto estou fazendo um agachamento unilateral, com a perna direita, trabalhando glúteos e isquiotibiais – músculos muito importantes para a corrida; eu subo e abaixo, trabalhando o músculo quadríceps da esquerda. Além disso, tenho que controlar a força das molas instaladas na cadeira. Tenho que vencer a força da mola, não deixando que elas me empurrem. Ou seja, tenho que fazer uma força em direção ao solo. Similar ao que acontece na corrida, no salto.

Este exercício da foto 2 é de coordenação motora dos membros inferiores como um todo. Estou priorizando o fortalecimento com a dissociação do tornozelo. O pé direito está em dorso flexão e o esquerdo, em flexão plantar.

Este movimento da foto 3 é um apoio unilateral segurando uma mola com uma tensão junto a linha média do meu corpo gerando uma desestabilização total. Estou num apoio uni podal, como ficamos na corrida. Isso é importante para trabalhar a estabilização do tronco na tarefa de correr. Estamos simulando nesse exercício uma posição de corrida.

O foco na foto 4 é a mobilidade de tornozelo, para que a corrida seja mais eficiente. Quando mais mobilidade houver no tornozelo mais energia cinética somos capazes de gerar para o movimento das passada. Para correr é fundamenta ter os tornozelos dentro dos parâmetros de normalidade.

No quinto exercício, mostro trabalho específico para tornozelo de velocistas, utilizando a posição de largada e perna em extensão atrás, a esquerda, está fazendo um trabalho isométrico de glúteo.

Serviço

Voll Pilates Group: www.vollpilates.com.br

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