Ádria Santos vai abrir seu instituto em Joinville

Ádria Santos vai abrir seu instituto em Joinville

A velocista é a maior medalhista feminina paralímpica do Brasil

SILVIA HERRERA

13 de julho de 2022 | 13h13

A velocista paralímpica brasileira Ádria Santos foi um fenômeno nas pistas. Mesmo aposentada desde 2008, quando foi bronze nos 100 metros na Paralimpíada de Pequim, continua sendo a recordista feminina em número de medalhas. Ela, que mora em Joinville (SC) esteve em São Paulo na semana passada em um evento do banco BV, que apoia seu instituto que será inaugurado no mês que vem, e conversou com exclusividade com o Blog Corrida para Todos.

Ádria Santos vai usar o esporte como ferramenta inclusiva em seu instituto

Atualmente, para se manter saudável,  ela pratica corrida de rua, corre provas de 5k, 10k, e planeja fazer em breve uma meia maratona. “Treino sem preocupação de resultado, mas buscando qualidade de vida e sáude”, afirma.

Natural de Nanuque, Minas Gerais, Ádria perdeu a visão aos poucos por causa de uma retinose pigmentar, doença degenerativa que a deixaria completamente cega aos 20 anos. Sua primeira participação em Jogos Paralímpicos foi em Seul 1988, com duas medalhas de prata, nos 100m e 400m (T11). Em 2008, nos Jogos de Pequim, faturou um bronze nos 100m. Encerrou a carreira vitoriosa com essa medalha. No total, foram 13 medalhas conquistada pela velocista, que até hoje tem seu nome na história do esporte paraolímpico brasileiro como a maior medalhista feminina do país.

“Sou muito grata ao esporte”

No ano passado, ela foi uma das comentaristas da Rede Globo, na cobertura da Paralimpíada de Tóquio. E em agosto, Ádria deve abrir seu instituto, em Joinville, para desenvolver seu projeto de inclusão social com crianças por meio do projeto, sonho antigo da atleta, que vai ser concretizado com apoio do banco BV.  “Agradeço ao esporte, onde aprendi muito durante toda minha trajetória, onde tive inúmeras oportunidades. Sou muito grata ao esporte”, acrescenta.

Antes das provas, para dar sorte, Ádria maninha um ritual: sempre usava algum adorno ou acessório com as cores da bandeira do Brasil, como brincos, óculos ou presilhas de cabelo. “Alguma coisa com as cores da bandeira do Brasil eu tinha que usar, ou azul, ou branco, ou verde, ou amarelo, como se o Brasil fosse extensão do meu corpo. E também prendia na roupa uma santinha que ganhei de presente”, lembra.  E no degrau mais alto do pódio, enquanto ouvia o hino nacional, vinha um filme na cabeça da campeã. “Pensava em toda minha trajetória, nos treinos mais difíceis, aqueles de superação, pensava nos momentos mais difíceis, momentos de lesão, enfrentando a fisioterapia, para aguentar forte. Passava esse filme de superação por meio do esporte na minha mente. E vinha também aquela sensação de dever cumprido, a importância de estar ali, representando meu país. Era um turbilhão de emoções, sensações e lembranças”, relembra.

Dica da Ádria

Se alimente bem, tenha um nutricionista para te orientar. “Eu comia de tudo, sem nenhuma restrição alimentar, pois o treinamento era uma muito intenso. Comia arroz, feijão e salada. Evite doces. Seja cuidadoso!”, ensia a super campeã brasileira.

 

 

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