Alinhamento da pelve melhora a corrida

Alinhamento da pelve melhora a corrida

SILVIA HERRERA

30 Abril 2018 | 15h22

Após 60 dias, agora com a pelve mais alinhada, começo a correr com mais segurança e leveza. Confira como foi o segundo mês do Projeto Running4Ever com fisioterapia esportiva método Gyrotonic, musculação e treinamento de corrida de rua. #BlogCorridaParaTodos  #CorridaDeRua #ProjetoRunning4Ever

Treinão da Saucony

Corro três vezes por semana com a assessoria esportiva Run&Fun by Mizuno, sob orientação de Murilo Groschitz Ruas Almeida. Nosso QG é no Parque Severo Gomes, na zona sul de São Paulo. A galera é mega animada, adoro treinar com eles, a maioria maratonista. Após cada treino, gelo no joelho durante 10 minutos.

Duas vezes por semana faço fortalecimento de membros inferiores na Blue Fit Academia da Avenida Morumbi. As máquinas são de primeira e realizo os exercícios para esse fim.

Todos os dias faço a lição de casa do Gyrotonic, são exercícios de consciência corporal para ativar o core, que aprendi com a fisioterapeuta e master trainer de Gyrotonic Roberta Quinn.

Roberta Quinn

“A pelve da Silva já está muito mais alinhada e fortalecida, os ísquio estão apoiados em equilíbrio e a descarga de peso esta também mais equilibrada, mostrando que o centro de força está acionado”, explica Roberta. Após detalhada avaliação, Roberta identificou um desequilíbrio muscular, com descarga de peso no lado esquerdo do corpo. A pelve estava desalinhada, o quadril girado. “O corpo é uma máquina perfeita, basta indicar o que está acontecendo que ele se encarrega de ajustar, sem a pessoa tentar se arrumar”, acrescenta Roberta. E o erro é exatamente este, tentar se arrumar. Começaram também os trabalhos para promover espaço entre as vértebras, com movimento de ondas.

“O alinhamento da pelve promove o alinhamento da coluna vertebral e o equilíbrio da descarga de peso, promovendo um caminhar e um correr livre de compensações articulares e musculares”, destaca a fisio. E quem tem um grande papel nisso é o músculo ílio Psoas, que foi alongado na última sessão. Veja foto abaixo. Com esse músculo alongado vou ganhar leveza na corrida.

 

Este mês de abril, tive a oportunidade de participar de três treinões. Lançamento do Asics Gel Nimbus 20, com Drauzio Varella, na manhã de 14 de abril. Perguntei a ele qual o principal benefício da corrida de rua. “São vários, não daria para destacar apenas um, mas estou vivo graças à corrida de rua!”, contou o médico que começou a correr maratonas aos 50 anos .O treinão de 5K foi no Parque Villa Lobos, também com a presença de Andreia Hessel (campeão da Maratona Internacional de São Paulo-2018), Valdilene Silva e Adriana Silva (terceira e quarta na Maratona de SP). Teve  painel com o nome dos participantes, camiseta e até medalha. Escolhi o grupo dos iniciantes, pace 6:30 e consegui acompanhar , sem dores. Se bem que o pessoal estava mais para pace 6 do que 6:30.

Silvia Herrera e Andreia Hessel

No dia 21 de abril rolou no centrão de São Paulo o treinão da Nike #sóVaiSP. Mais 5K pelas ruas do centrão à noite. Escolhi os iniciantes, pace 7. Super estrutura, com carrinhos de golfe com as plaquinhas do pace, que faziam as vezes de carro de som. Adorei a experiência. O pace médio foi 6:50, meu melhor até agora. Em março, na corrida feminina, o pace médio foi 6:54.

E para finalizar, na noite de 24 de abril, treinão da Saucony, lançamento do Kinvara 9, rolou funcional e treinão de 3K, na volta do lago do Parque do Ibirapuera, mais 2K de deslocamento. Este foi conduzido por Julio Dotti, da Limite Team. Fui no trotinho, conversando com minha amiga das corridas a Karine César, editora da revista “Corpo a Corpo” e super corredora, tem pace de 4.

No ano passado, por conta de excessos, acabei ganhando uma inflação monstro no joelho esquerdo. Joelho este que já foi submetido a duas cirurgias de reconstituição de ligamento cruzado anterior. Após segunda cirurgia e de nove meses de fisio esportiva prometi que não ultrapassaria a distância de 10K. Isso foi em 2010. Consegui cumprir a promessa até 2013, quando resolvi correr a meia do Rio, o que foi bem difícil. Dividi a prova em três pernas de 7K, com paradas de 500m. No ano seguinte corri mais uma meia, a feminina da Nike no circuito olímpico. Corri direto e me senti muito bem. Em 2015 e 2016 segurei a onda nas 10K, até quem em 2017, treinando para a Volta à Ilha veio a fatura. Três meses sem consegui nem andar direito. Contei minha recuperação no #Desafio5KoRetorno.

A meta deste ano e completar uma 10K em dezembro, sem dores, para continuar a correr até quando Deus quiser. O que adianta correr uma 42K e depois ficar seis meses no estaleiro? Ou até mesmo ter de aposentar os tênis de corrida? Melhor ir devagar e sempre, e fazer o que adoro, correr na rua. Minha válvula de escape, quando coloco os pensamentos em ordem.

No próximo domingo foi correr a Wings For Life World Run no Rio. E em 3 de junho devo correr a 6K, Family Run, da Maratona do Rio. Em dezembro, o plano é correr a 10K, da Reggae Marathon, na Jamaica. Conto com a motivação de vocês!.

Veja abaixo o vídeo do segundo mês do #ProjetoRunning4Ever