Atletas da Nova Flor vencem a 26ª Maratona Internacional de São Paulo

Atletas da Nova Flor vencem a 26ª Maratona Internacional de São Paulo

Os etíopes Kebebush Yisma Zewoldemariam e Tilahun Abebaw Nigussie triunfaram em São Paulo

SILVIA HERRERA

10 de abril de 2022 | 15h24

Neste domingo, 10 de abril, a 26ª Maratona Internaciona de São Paulo retornou ao calendário das corridas de rua após dois anos. Em edição especial celebrativa, a Olympikus, patrocinador do evento, vestiu e calçou todos os atletas da elite. Os etíopes venceram: Kebebush Yisma Zewoldemariam (02:37:40), 24 anos, e Tilahun Abebaw Nigussie (02:18:04), 26 anos. Eles são da equipe Nova Flor, projeto brasileiro com núcleo em Addis Abeba, capital da Etiópia. Esta foi a segunda maratona de ambos, a primeira foi na China.

Tilahun Abebaw Nigussie estreou na Maratona de São Paulo com vitória

No masculino, o brasileiro melhor classificado foi o mineiro Giovani dos Santos, 41 anos, que cruzou a linha de chegada em quinto lugar, com o tempo: 02:20:58. O recorde da prova é de Vanderlei Corderio de Lima, estabelecido em 2002 (02:11:19), que neste domingo curtiu muito correndo nos 21km. No feminino, a melhor brasileira foi Viviane Amorim Figuereiro (Luasa), em quarto lugar (03:03:35). “Estou voltando de uma lesão séria, e dei meu máximo na prova. Então, para mim foi uma prova de superação e conquistar o quarto lugar na disputa é muito bom, ainda mais depois de uma lesão. Foi bem bacana sentir de novo a alegria do público no trajeto. Acho que todo mundo que gosta de corridas de rua sentiu falta desse contato, dessa energia que as provas levam para as ruas”, declarou Viviane Amorim.

“Foi uma prova muito difícil, recebi o convite para participar em cima da hora e por isso não tive muito tempo para me preparar, mas sabia que tinha condições de brigar pelo pódio. Fiquei o tempo todo no pelotão e faltando 8km os africanos dispararam, e eu fui atrás, mas senti um pouco a musculatura no final. Mas graças a Deus consegui terminar com pódio”, contou o atleta, que em maio vai correr uma meia-maratona. Durante a pandemia, os fãs do esporte mantiveram financeiramente os treinos de Giovani, via vaquinha virtual. “Agradeço muito aquelas pessoas que nos ajudaram naquele momento tão difícil”, reforça. O atleta mineiro está sem equipe e patrocinador, mas conta com vários apoios e depende das vitórias para se manter financeiramente. “Estou para fechar um acordo com uma equipe mineira”, explica Giovani, que tem o apoio alguns apoios, como da Prefeitura de Natércia, sua cidade natal. “Estou em busca de alguma marca esportiva que possa olhar para mim carinho”, deixa o recado Giovani.

Já Andrezinho, um dos destaques da prova, mostrou muita garra e determinação. Mesmo com câimbras generalizadas, concluiu a prova em nono, com o tempo de 02:28:29.

14 mil pessoas participaram da 26ª Maratona de São Paulo

A expectativa de um dia perfeito se confirmou logo cedo neste domingo. A programação de largadas em ondas, a partir das 6h12, foi muito positiva e garantiu a tranquilidade para os quase 14 mil atletas no Ibirapuera, que puderam cumprir o desafio pelas ruas e avenidas da capital paulista. A programação ainda contou com outras duas distâncias, 21 km e 5 km. Eu estava entre a turminha dos 5k, e realmente a prova foi redondinha. Nada de muvuca para pegar medalhas, a largada rolou em ondas. Só houve um pouco de reclamação nas redes sociais de pesseias que deixaram para pegar o kit no último dia, eram três dias. Foi bom demais correr na 23 de maio! Parabéns a Yescom!

A Olympikus investiu pesado no evento. Abriu a Casa do Corre, no Parque Villa-Lobos, onde realizou dezenas de treinos e ativações. Fez um stand bem bonito na área da dispersão da maratona, e uma área vip. Lançou três tênis específicos para corrida de rua, um deles o Corre Grafeno, único do mundo com placa de grafeno (um tipo de carbono) na entressola, modelo que foi presenteado e calçado por toda a elite.

Na Etiópia há 85 línguas, a mais frequente é o Amárico, e os campeões da maratona não falam inglês nem português. A Etiópia foi o único país da África que não foi colonizado e conseguiu manter sua cultura, local onde alguns cientistas dizem que surgiu o Homo Sapiens.  Segundo o representante da Nova Flor, que tem sede em Minas Gerais, os atletas chegaram na quinta-feira e retornam já na terça-feira. E desta vez, além da Nova Flor, representaram a Olympikus. No Brasil, a equipe detém os títulos na Maratona do Rio (2018), São Silvestre (2016, 2018, 2019 e 2021).

Campeões

Feminino:

  1. Kebebush Yisma Zewoldemariam (02:37:40)
  2. Etalem Terefe Tesfaw (02:43:19)
  3. Vivian Jeftanui Kiplagati (02:47:15)
  4. Viviane Amorim Figueiredo (03:03:35)
  5. Raisa Marcelino do Nascimento (03:05:21)

Masculino

  1. Tilahun Abebaw Nigussie (02:18:04)
  2. Asefa Legese Bekele (02:19:16)
  3. Bernard Kipsnag Chumba (02:20:29)
  4. Petro Manu Shaku (02:20:32)
  5. Giovani dos Santos (02:20:58)

 

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