Bem-vindo às corridas virtuais

Bem-vindo às corridas virtuais

Pesquisa indica: 59% dos esportistas participariam de um evento virtual esportivo, que normalmente não seria realizado na cidade onde moram

SILVIA HERRERA

04 de junho de 2020 | 11h00

Em 2016 participei do Desafio Pokemón Run, que nada mais era que uma corrida virtual. Recebi algumas críticas na época, de corredores que consideravam esse tipo de evento como “caça-níquel”. Opiniões a parte, os eventos virtuais esportivos  estão vindo com toda a força em tempos de “Isolamento Social”, como uma forma de manter a motivação e correndo do jeito que dá, na sala, esteira, no quarteirão.  E a Ticket Agora, maior plataforma brasileira de venda de inscrições de corridas e eventos esportivos, acaba de divulgar um estudo sobre essa “nova” modalidade. Participaram 3 mil pessoas e os dados foram coletados em entrevistas online. Vamos aos dados.

Tela do Desafio Dragonite do Pokemon    (15km)

Os entrevistados eram de várias partes do Brasil, em sua maioria de São Paulo, e 76% sabiam o que era “eventos esportivos virtuais”. No entanto, apenas 26% já participaram de um e indicam que é preciso comunicar melhor como seriam esses eventos, para motivar a participação de mais gente. Desses que já participaram de um evento esportivo virtual, a maioria o fez agora na quarentena. E apenas 18% não gostaram. Um dos entrevistados argumentou que, pós-pandemia seria interessante o organizador prever as duas opções – virtual e presencial – para que mais pessoas possam participar sem aglomeração.

Outro dado interessante indicado pelo estudo é o interesse de esportistas, que moram distantes dos grandes centros, em participar dos eventos virtuais, pois normalmente não têm acesso a eles. Cinquenta e nove por cento dos entrevistado afirmaram que participariam de um evento virtual de uma prova que não seria realizada em sua cidade. Alguns entrevistados sugerem que todas as provas com as inscrições já pagas deveriam ser realizadas virtualmente, para não acumular todos no mesmo período – pós-pandemia. E o que mais atrai os participantes nesse tipo, o ponto mais forte desse tipo  de corrida é a Liberdade (60%), de poder onde e como quiser. E o ponto negativo mais apontado foi a Falta de Companhia (43%), seguido do Preço (34%). Veja que argumento interessante de um dos entrevistados, que poderia impactar em preços mais baixos: “Estamos correndo na sala de
casa. Não precisamos de sacola,boné… Uma camisa de boa marca já é o suficiente”.

Entre quem ainda não participou de um evento virtual, 11% estaria disposta a fazê-lo ainda na quarentena. Confira mais um depoimento: “Para mim a questão principal é não comparar com eventos presenciais, e sim entender que é uma nova e diferente experiência, para não se frustrar. Nunca será como o presencial, mas pode suprir os anseios e desejos de um corredor que busca se manter com desafios sempre, mas para quem participa de provas para aparecer em rede social e encontrar amigos, certamente é uma decepção”.

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