Circuito Bota Pra Correr confirmado para 2020

Circuito Bota Pra Correr confirmado para 2020

Olympikus já está selecionando os destinos

SILVIA HERRERA

17 de agosto de 2019 | 21h32

Corredores que buscam por corridas inéditas em paraísos naturais podem comemorar. O circuito Bota Pra Correr Olympikus, com trajetos de 10K e 21K, que estrou com três etapas: Jalapão (TO), Pantanal (MS) e Alter do Chão (PA)-, continua no ano que vem. #botapracorrer #corrida #meiamaratona #BlogCorridaParaTodos

Jalapão – divulgação Olympikus

“Estamos tornando possível a experiência de conhecer um Brasil, ainda pouco explorado, por meio do Bota Pra Correr Olympikus, algo que nenhuma marca fez antes. A primeira etapa no Jalapão foi além das expectativas, conseguimos entregar um evento impecável para 198 participantes. As corridas no Pantanal e em Alter do Chão certamente serão tão incríveis como foi a do Jalapão. Isso é só o início da nossa conexão com a história dos corredores”, afirma Márcio Callage, diretor de marketing da Vulcabras Azaleia. “Para o ano vem já está confirmada a 2ª edição, estamos escolhendo os locais”, revela Callege em primeira mão para o Blog Corrida Para Todos. “Vamos provocar ainda mais as corredores  a sair do asfalto e conhecer outros paraísos naturais  brasileiros”, acrescenta Callege.

Trajeto da corrida em Alter do Chão – divulgação Olympikus

No Pantanal a corrida será realizada em 28 de setembro e em Alter do Chão, em 16 de novembro. Como serão em áreas de preservação, há poucas inscrições. Para o Jalapão eram 200. Para o Pantanal serão cem a mais e para Alter do Chão, conhecida mundialmente por Caribe brasileira, também 300 vagas. Esta região possui uma das 10 praias mais bonitas do mundo, eleita pelo jornal inglês The Guardian e pela pesquisa Melhores Destinos para 2019 promovida pelo jornal O Estado de S.Paulo. Estive lá cobrindo uma corrida de rua internacional em 2002, o local é mágico.

Praia do Pindobal em Alter do Chão – divulgação Olympikus

A prova tem organização de primeiro mundo. Viviane Jorge, corredora amadora e editora de arte do O Estado de S.Paulo, participou da corrida no Jalapão e só tem elogios. “O cenário era incrível e teve uma pegada desafiadora por conta do calor e da poeira; alguns aclives; passamos por trechos de areia, de barro de terra;  e foi muito gratificante ter conseguido completar os 10K no  Jalapão”, conta. Ela acrescenta quer repetir a dose e já está procurando um destino natural incrível com corrida para as próximas férias.

Viviane Jorge corre há 2 anos – Divulgação Olympikus

Na área da dispersão da prova, Vivi conta que a estrutura erguida foi muito bem pensada em todos os detalhes, com massagistas para os corredores, entre outras coisas. “Por conta da variação de terrenos cheguei com as pernas bem cansadas; completei os 10K em 1 hora e 16 minutos, lento para mim; mas sofri com a secura que é o Jalapão”, completa. Vivi ficou em 34º lugar entre 66 participantes da 10K; a maioria correu a meia maratona. “A organização foi impecável, foi um belíssimo evento. Não é uma corrida de aventura, mas é difícil. O visual compensa qualquer dificuldade, e para quem gosta de viajar e correr é uma belíssima oportunidade”. Saiba mais sobre esta corrida clicando aqui. Para todas as informações sobre a corrida do Pantanal, clique aqui.

A responsável pela escolha dos locais e definição dos trajetos é  Shubi Guimarães, atleta premiada de corrida de aventura e produtora de experiências. “Sou uma consumidora da natureza e nesses eventos tomamos todos os cuidados para não impactar, deixar esses paraísos da mesma forma que encontramos”, afirma Shubi. Aliás, a organização distribui um copo de silicone para cada corredor, que leva na mão ou no bolso na corrida e usa para beber água nos postos de hidratação, já eliminando o principal resíduo das corridas – os copos e garrafas descartáveis.

Outro toque da Shubi: não precisa levar tênis de trilha. “Não é uma corrida de aventura, não há trechos de montanhas ou trilhas que exijam tênis especiais. Pode ir com seu tênis de asfalto”. E ela acrescenta que quem se interessar já deve ir pensando na logística para chegar até as corridas. “Para a prova do Pantanal tem que pegar o voo para Corumbá; para quem está em São Paulo, os voo saem de Viracopos três vezes por semana”, avisa. Para Alter do Chão, o destino é o aeroporto de Santarém, e de São Paulo não tem voo direto. A parada é em Brasília.  A Azul tem voo saindo de  Viracopos que passa por Belém – espera de 45 minutos no mesmo avião – e e segue para Santarém. E de lá para Alter do Chão é bem perto,  17km. Tem táxi e ônibus, que fazem o trajeto.

Da parte física o toque é do coach Adhemir Paulino: “Treine no calor para se aclimatar. As duas próximas provas serão também bem quentes”. Ademir foi o terceiro colocado no Jalapão e amou correr sozinho, longe dos dois primeiros e do quarto; fazendo sua prova e curtindo muito o momento. “Essas provas não são para fazer RP (recorde pessoal), é para correr com os olhos, para curtir realmente o visual, uma experiência única”, afirma.

ALTER DO CHÃO –  os corredores de 10 km e 21 km largarão de manhã no mesmo horário (a definir) e passarão por trechos de Floresta Amazônica, típicos da região. “Além disso, o percurso vai explorar as praias, como a do Pindobal. É um lugar lindo demais, porque as praias são banhadas pelo Rio Tapajós, então a água é bem cristalina”, conta Shubi. A diferença entre as distâncias está na altimetria – os 21 km acumulam um pouco mais de subidas, mas ambas passam pelas estradas da região de terra batida e contemplam as raras belezas do local.

Desconto para inscritos do Jalapão ou Pantanal: quem participou da primeira etapa do Bota Pra Correr Olympikus ou já está inscrito para correr o Pantanal terá 10% de desconto na vaga para Alter do Chão. Basta inserir seu CPF ao se inscrever para o sistema reconhecer o histórico de suas inscrições. Ah, as inscrições são no site com o nome da prova.

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