Como a corrida de rua pode ajudar nas finanças

Como a corrida de rua pode ajudar nas finanças

A disciplina do esporte pode ajudar a construir o amanhã

SILVIA HERRERA

12 de janeiro de 2020 | 22h11

Faz parte da rotina do corredor amador acordar cedo para treinar, faça chuva ou faça sol. E se a meta for correr uma maratona, a disciplina conta muito. E qual a relação da corrida com os investimentos? #BlogCorridaparaTodos #finanças

Mauro Silveira corre há 5 anos

Quem vai contar é Mauro Silveira, sócio da Messem Investimentos, que está se preparando para sua décima maratona, a de Londres.  “Correr uma maratona é muito peculiar porque sempre lhe dá aquela sensação de superação. A cada corrida, você repete para si mesmo: se você consegue correr 42 km, consegue fazer qualquer coisa”, observa.
Trabalhando no mercado financeiro desde 2008, Mauro busca, diariamente, incluir a disciplina e a resiliência que aprendeu com a corrida e a participação nas maratonas à sua rotina, tanto dentro quanto fora do escritório. “Assim como na corrida, para investir é preciso começar. Quando você compete pela primeira vez, não sabe se vai conseguir terminar. Mas, depois que você ultrapassa a linha de chegada, percebe que é capaz de superar qualquer outra. Já em relação aos investimentos, você se anima quando vê os primeiros ganhos”.

Mauro se prepara para correr a Maratona de Londres

Mas, como o mercado financeiro encaixa-se nesse estilo de vida? Como alguém que lida diariamente com números, Mauro sabe o quanto pode ser difícil, principalmente para um jovem, deixar de ceder às tentações e pensar em formar um patrimônio que possa lhe dar conforto daqui a 20 ou 30 anos. Por isso, ele usa sua experiência nas pistas e a própria disciplina que carrega ao longo de toda a sua vida para mostrar como as duas coisas podem caminhar juntas.

“Para correr uma maratona de 42 km você precisa de muito preparo, muita organização e ter paciência. Se decidir acelerar a marcha sem estar pronto, não conseguirá terminar o percurso. Esse pensamento combina muito com o mundo do investimento. Por exemplo, eu não vou conseguir correr uma maratona se não estiver preparado, assim como não conseguirei investir se não tiver uma reserva.

Como conquistar esse objetivo? Com a palavra que define tanto o mundo dos esportes como das finanças: disciplina. Seja para começar a correr ou para guardar uma parcela de seus ganhos é necessário criar uma rotina, definir uma meta e, principalmente, não se deixar abater pelos obstáculos que sempre virão.

“Para pegar gosto, seja com a corrida ou com os investimentos, é preciso sempre se colocar um desafio, mas algo que você consiga fazer. O mesmo vale para a vida financeira. É preciso pensar o seguinte: eu quero poupar tanto dinheiro, em tanto tempo, eu consigo reservar esse valor? É preciso ter um objetivo, colocar essa ideia no papel e perseguir a meta”.

Para quem reclama que a metáfora da maratona não se encaixa em sua vida cotidiana, Mauro explica que, ao contrário das pistas, investir não é tão complicado, principalmente quando se sabe exatamente qual o objetivo dessa aplicação.

“Na corrida tem um ditado que diz: ‘Correr me lembra que posso fazer coisas difíceis’, e o dia a dia, o trabalho, poupar acabam sendo uma coisa difícil. É mais fácil gastar aquele dinheiro do que economizar. Então, se você não consegue pensar em longo prazo, pode colocar como um desafio conquistar seu objetivo de curto prazo. A pessoa pode, por exemplo, guardar 10% ou 20% de seus rendimentos para comprar um bem. Seria um começo, porque mostraria a importância da disciplina e da perseverança, e a disciplina precisa vir com uma recompensa”.

Poupar, para acabar com o sedentarismo

Assíduo praticante de esportes, antes mesmo de descobrir seu amor pelas pistas e de enveredar pelo mundo das finanças, Mauro sabia o quanto a corrida podia fazer bem ao corpo, à mente e também ao bolso.

Aos que perguntam como isso é possível, ele resume sua postura em uma frase: “Hoje, as pessoas têm que se preocupar muito mais com sua saúde, porque estamos vivendo mais. O mesmo raciocínio vale para a aposentaria. Precisamos aprender a poupar”.

Para quem acha muito difícil começar a investir, seja porque “sobra mês e falta salário”, Mauro ensina a colocar todas as despesas no papel e, sobretudo perseverar. Sempre.

“É preciso reavaliar as despesas, achar um caminho para reservar uma parcela de seus rendimentos. Se não conseguir, pode buscar uma assessoria financeira, que pode ajudá-lo a criar essa disciplina. Entretanto, o mais importante é não desistir. Não desista. Você pode começar poupando qualquer valor. Independentemente de sua capacidade financeira, a pessoa vai adquirindo esse hábito e acaba levando o pensamento de poupar para a vida inteira”.

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