Copos descartados na São Silvestre viraram lixeiras

Copos descartados na São Silvestre viraram lixeiras

Elas foram doadas para 46 escolas públicas

SILVIA HERRERA

29 de junho de 2021 | 10h10

A última edição da Corrida Internacional de São Silvestre aconteceu em 31 de dezembro de 2019, na qual participaram 35 mil corredores de rua. Para cada um deles, a organização reservou oito copos d’água – o que totalizou um lixo de cerca de  280 mil copos. Graças a parceria entre a Yescom (organizador da corrida), Fundação Cásper Líbero/Gazeta Esportiva (realizador da São Silvestre) e Movimento Plástico Transforma esse resíduo foi reciclado em 1.800 lixeiras, fabricadas pela Jaguar Plásticos, que foram doadas para 46 escolas públicas nas cidades de Jaguariúna e São Carlos, ambas no interior do Estado de São Paulo.

46 escolas públicas receberam as lixeiras da São Silvestre

A doação aconteceu em 12 de maio de 2021. A fábrica Jaguar, com sede em Jaguariúna, fez 900 kits com 2 lixeiras de 93L cada, uma para resíduos recicláveis e outra para orgânicos, identificadas com adesivos, e entregou nas escolas. Com essa ação, 27 mil alunos da rede pública foram beneficiados. Quem fez o meio de campo  foi o Movimento Plástico Transforma, que é uma iniciativa do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico, o PICPlast, fruto da parceria da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST) e da Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas.

Vale lembrar, que a Yescom recolhe os copos plásticos descartados nas corridas e envia para reciclagem desde 2013. Começaram a contabilizar os números quatro anos depois. Entre 2017 a 2020 – a última corrida foi exatamente a São Silvestre – foram enviados para reciclagem cerca de 29,5 toneladas de lixo reciclável. Segundo relatório de sustentabilidade da Yescom, que organiza também maratonas e meias-maratonas em São Paulo e Rio de Janeiro, entre várias outras corridas de rua, mandaram para reciclagem: 8.350 kg de copos plásticos; 2.009 kg de saquinhos plásticos; 15.915 kg de papelão; e 3.209 kg de medalhas de metal. Parabéns a todos os envolvidos e que a prática seja adotada por todos os organizadores de eventos esportivos, a quantidade de copos plásticos no chão após as corridas é tremenda! Estou com saudade até de ver esse mar de copos.

Que venham as corridas, com toda a segurança sanitária, em 2022! Talvez a primeira grande corrida seja mesmo a São Silvestre, que está prevista para o último dia do ano, mas tudo vai depender do Brasil conseguir sair da vice-liderança em mortes por Covid-19, virar o jogo, e assumir a liderança da vacinação. Até 26 de junho, foram vacinados com as duas doses apenas 12,7% dos brasileiros. No Chile, 54,5% da população está totalmente imunizada. No Uruguai, 45,2%. E nos EUA, 46,3% .

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