Corra para salvar vidas

Corra para salvar vidas

SILVIA HERRERA

15 Novembro 2017 | 10h10

Perto da luta para achar um doador compatível de medula óssea, o maratonista Marcelo Alves acha fácil correr  sete maratonas em sete continentes durante sete dias consecutivos. Por isso ele está lançando a campanha The Hardest Run, para reunir mais doadores em todo planeta. #corridaderua #thehardestrun #blogCorridaParaTodos

“Os corredores têm total consciência da importância de um corpo saudável, e tenho certeza que irão abraçar a causa da medula óssea. A ideia é reunir milhares de atletas de todos os cantos do mundo, que além de se tornarem doadores, irão difundir informações valiosas para quem está lutando pela vida”, explica Marcelo, que no dia 16 de novembro vai lançar oficialmente o The Hardest Run durante a Volcano Marathon, uma das maratonas mais difíceis do mundo, que será disputada no deserto do Atacama, no Chile.

Marcelo é maratonista amador movido por desafios, quanto mais inóspito e árduo, melhor. ” A 15 dias da minha primeira maratona extrema na Antártida, assisti o vídeo de uma campanha linda do Hospital Nossa Senhora das Graças (em Curitiba-PR). Fui buscar informações e descobri que além de doar medula eu poderia ajudar na divulgação da causa, uma vez que as provas que eu participo têm cobertura internacional, e quando você faz a doação, o banco de medula é global”, explica  Marcelo, que é administrador de empresas.

A ideia do movimento The Hardest Run (a corrida mais difícil, em inglês) é de Marcelo  em parceria com o Hospital Nossa Senhora das Graças, referência nacional quando o assunto é transplante de medula óssea. A ideia do movimento é reunir corredores profissionais e amadores em uma equipe internacional de doadores. “Queremos encorajar a classe de corredores para formarmos uma equipe para a prova mais difícil que eles já enfrentaram: a luta pela vida”, detalha o maratonista.

É fácil participar da  The Hardest Run, basta se cadastrar no site do movimento (www.thehardestrun.com.br) e ajudar na divulgação, compartilhando uma mensagem sobre a importância da atualização do cadastro de doador. Os participantes poderão, também, doar plaquetas e leucócitos para pacientes que estão esperando um transplante de medula e em tratamento de doenças de sangue. Para completar, a equipe vai incentivar os corredores a se cadastrarem como doadores de medula óssea. Todos os atletas da The Hardest Run receberão um número exclusivo, que poderá ser utilizado em suas corridas pelo mundo.

Marcelo começou a correr há sete anos. E já doou suas plaquetas e se inscreveu como doador. Ele garante que não dói. “A pessoa é submetida a uma punção venosa, parecida com a doação de sangue; e demora cerca de duas horas. O sangue é retirado do doador e passa por um kit, que retira as plaquetas, e volta para o doador”, conta.

Natural de Curitiba (PR), o atleta se especializou em desafiar limites e superar obstáculos intransponíveis para grande parcela da humanidade, como a vez que participou de uma maratona no temido Everest, com a largada a 6 mil metros de altitude, e teve que passar dez dias na região para um período de adaptação que resultou na perda de 10kg antes da largada.

De acordo com dados do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), o Brasil possue quatro milhões de doadores, número insuficiente, principalmente ao se levar em consideração a grande variedade genética do povo brasileiro. As chances de compatibilidade variam em função das características genéticas do receptor, podendo variar de 1 para 1.000 a 1 para cada 1 milhão. Segundo divulgado pelo Hospital Nossa Senhora das Graças, o transplante de medula óssea é indicado como parte do tratamento para diversas doenças do sangue, como leucemias, anemias, linfomas e mielomas. Para alguns pacientes, é a única possibilidade de cura. #boraajudar!!

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