Corrida em Manaus tem largada por ordem alfabética

Corrida em Manaus tem largada por ordem alfabética

Desafio Espírito do Guerreiro da Selva contou com a presença de 285 pessoas e marcou a retomada das corridas no Amazonas

SILVIA HERRERA

15 de setembro de 2020 | 21h01

Pouco a pouco as corridas devem retornar. A primeira delas foi neste domingo, 13 de setembro, em Manaus. O 1º Desafio Espírito do Guerreiro da Selva contou com a presença de 285 inscritos em cinco modalidades diferentes. Foi utilizado o rígido protocolo de segurança sanitária desenvolvido pela Abraceo (Associação brasileira dos organizadores de corrida e eventos esportivos outdoor), que foi aprovado pela Secretaria de Saúde. E uma das novidades foi a largada por ordem alfabética.

Largadas com intervalos de 3 minutos – Desafio da Selva

James Jr , membro da Abraceo e CEO da ToGoalSports, empresa que organizou a prova, explicou que de um modo geral a competição superou todas as expectativas, destacando principalmente a energia positiva dos corredores e do staff, com essa retomada das corridas na capital do Amazonas. Com relação aos protocolos, destacou que a retirada do kit, o acesso ao evento, a largada, hidratação, guarda-volumes, chegada e dispersão funcionaram muito bem, mas podem melhorar em alguns pontos. “O uso da máscara precisa melhorar, os corredores a retiram na hora das fotos, retiram quando encontram os amigos e familiares, retiram após o sprint final. Vamos discutir soluções, entender com os especialistas o risco desse comportamento, pois são familiares e grupos de amigos que treinam juntos e veem para a corrida juntos e o isolamento entre os grupos se manteve”, observa James.

O evento começou às 6h27 e terminou às 16h45 – tudo para evitar aglomerações no Parque EcoForest. “Cada  modalidade teve um horário específico de largada”, contou James. As modalidades foram: Desafio (ultra de 56K, mais MTB e corrida com obstáculo), Ultra 56km, Trail Run de 39,2k, Trail Run de 28K, Trail Run de 22,4K, Trail Run de 11K e Trail Run de 5,6K.   Só dois atletas conseguiram completar o desafio: Jucelino Castro (9:08:20) e Juscelino Guedes (10:08:22). Na Ultra de 56km ninguém conseguiu concluir; na de 5,6k  o bicho pegou, com uma diferença mínima de resultados: Geneses de Souza (30:42) e Vinícius Álvares (30:46).

Vinícius adorou o percurso no EcoForest

Vinicius acredita que a forma da largada, em ordem alfabética, o teria prejudicado, pois teve que ultrapassar vários retardatários por ter sido o último a largar. Para vocês terem uma ideia, o último colocado – Raimundo Nonato – largou antes dele e completou a prova em 3 horas! O penúltimo também. Delcimar Viana completou a prova em 2 horas e meia!

James explicou que usaram a ordem alfabética para dividir os grupos na largada, e que o tempo aferido era o horário da largada menos o horário da chegada, considerando apenas o tempo líquido. E o resultado era aferido no final. Talvez teria sido melhor perguntar o pace, na hora da inscrição, e fazer a largada por ordem de pace. Por outro lado, a ordem alfabética é muito prática e rápida para ser organizada. Nessa modalidade da trail run de 5,6km eram 49 homens e 24 mulheres.No feminino venceram duas com a letra “T” – Thanya Souza (45:14) e Thais Castro (24:17) – Diferença de três segundos!

Vinicius foi o último a largar e chegou em 2º

“Foi um percurso extremamente desafiador, com muitas ladeiras, terra batida, lama, pedras, galhos, raízes, charcos, igarapés, lagoas. Caí por três vezes, meu tênis afundava na lama. Atravessamos quatro lagoas com água acima dos joelhos. Uma experiência incrível dentro da selva”, descreveu Vinícius, que é paulistano.  Ele explicou que seguiram realmente todos os protocolos, verificaram a temperatura de todos, largaram de máscara, mantiveram o distanciamento e foram largando de 20 em 20 atletas, separados por ordem alfabética, com intervalos de três minutos. “Como sou da letra V larguei por último e tive que ir ultrapassando muitas pessoas, nisso fui prejudicado. Desta dez bateu na trave, fiquei em segundo apenas 4 segundos atrás do primeiro. E comisso estou ainda mais motivado para as próximas corridas”, destacou. Vinícius está correndo o país, há três anos, no Projeto Correndo pelo Brasil, e quando começou a pandemia viajou para Manaus. Ele vai fazer mais oito corridas em Manaus antes do próximo destino.

 

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