Corrida inédita no Pantanal agrada corredores

Corrida inédita no Pantanal agrada corredores

298 participaram do 2º Bota Pra Correr Olympikus na APA da Baía Negra

SILVIA HERRERA

01 de outubro de 2019 | 15h11

Superar os próprios limites, conhecer novas pessoas e lugares correndo. O objetivo do Circuito Bota Pra Correr, que tem três etapas, é proporcionar uma experiência inédita aos corredores amadores. Desta vez, a segunda etapa reuniu 298 corredores no sábado (28/9) na APA da Baía Negra, área de proteção ambiental do Pantanal (MS), na região de Corumbá.  #BotaPraCorrer #BlogCorridaParaTodos
Para chegarem à largada, os corredores foram de barco e iniciaram o dia com um passeio especial pelas águas do Rio Paraguai. A corrida, com percursos de 10 km e 21 km nunca realizados antes, desafiou os participantes com o clima quente e seco, mas presenteou todos com a paisagem natural e a trilha sonora dos pássaros da região. “Não poderíamos estar mais felizes com a repercussão do Bota Pra Correr Olympikus. A primeira etapa no Jalapão foi além de nossas expectativas e estávamos ansiosos por essa edição no Pantanal. Aumentamos a quantidade das inscrições para que mais pessoas tivessem a oportunidade de viver uma experiência única. Ver a felicidade dos corredores nos mostra que todo o esforço valeu a pena. Estamos trabalhando para que a próxima corrida em Alter do Chão (PA) seja tão incrível como foram as duas primeiras etapas”, observa Márcio Callage, diretor de marketing da Vulcabras Azaleia.
Emoção na linha de chegada: o primeiro a passar pelo pórtico foi Francisco Evanildo, que completou os 10 km em 43min18s. Evanildo, que tem 26 anos e corre há 2 deles, é funcionário da Vulcabras Azaleia na unidade de Horizonte, no Ceará, e foi selecionado em uma campanha interna da empresa para conhecer o Pantanal. “Foi muito emocionante, primeiro porque eu não esperava estar aqui. Pensei o tempo todo na minha família enquanto corria e agradeço a Deus por essa oportunidade”, contou o atleta, que possui dezenas de troféus em sua casa. Cada pessoa que cruzava a linha de chegada se emocionava por ter completado o desafio, como a campeã dos 10 km, Najara Cristina. “Eu levei um tombo durante a corrida que me deixou abalada, mas segui em frente. Olhei ao redor e vi aquela paisagem maravilhosa, e não tinha como desistir, só agradecer mesmo. Foi a prova mais difícil e também mais emocionante”, afirmou a corredora, que fechou a distância em 50min22s.
Bruno Gagliasso, Giovanna Ewbank e Chico Salgado também estiveram no evento e correram 10 km. “Correr me deixa feliz, porque é a hora que eu me desligo de tudo. Se estou em um lugar como este (o Pantanal), eu esqueço qualquer dificuldade, inclusive durante o percurso. A natureza tem o poder de renovar a gente”, falou o ator. Ao final, todo mundo pôde desfrutar de uma mesa repleta de frutas, sanduíches, sucos e bolos, além de serviços de massagem desportiva. Mas a grande surpresa foi o passeio de balão, aberto a todos os presentes no evento.
Confira os primeiros colocados:
10 km feminino
NAJARA CRISTINA LOUZADA – 50min22s
JANAINA BORGES DIAS CACHETTI 53min39s
AMANDA BRAMBILLA MACEDO 54min40s
10 km masculino
FRANCISCO EVANILDO FELIPE BARBOSA 43min18s
LUCAS DA SILVEIRA PRETTO 44min52s
KEI ANDO FUJIWARA 49min52s
21 km feminino
ANA RACHEL BORGES FIGUEIREDO 01h58min09s
CAROLINA CANDEA 02h19min47s
ELISANGELA MAGALHÃES VILLALVA 02h21min38s
21 km masculino
ANDERSON DANTAS FERREIRA 01h26min02s
LEONARDO SANTANA DE OLINDA 01h34min34s
MAGNUN MARCELO RODRIGUES GONÇALVES 01h38min48s
Prêmios personalizados: os três primeiros colocados geral masculino e feminino receberam troféus, assim como os corredores que se destacaram na categoria máster. Os prêmios foram feitos por artesãos locais, que lapidaram os símbolos da fauna do Pantanal – tuiuiú para os 10 km e onça-pintada para os 21 km. As medalhas entregues aos concluintes também levaram a imagem dos dois animais.
Cuidado com o meio ambiente: apoiada pelo IHP (Instituto Homem Pantaneiro) e IBAMA, a etapa no Pantanal manteve o compromisso de distribuir copos de silicone retráteis a todos os participantes, evitando o consumo de copos de plástico. Todo o lixo gerado no evento foi levado de volta para São Paulo e destinado ao descarte correto. “Entendemos que é necessário deixar um legado por onde passamos. Essas práticas permanecerão em todas as ações do Bota Pra Correr Olympikus, e estamos buscando novas formas de tornar nossa presença cada vez mais sustentável”, reforça Callage.
Mão-de-obra local: todo o staff contratado para trabalhar no evento foi composto por profissionais da região, com o objetivo de fortalecer a comunidade e estimular a economia local.
Próxima parada em Alter do Chão: Alter do Chão, no Pará, é considerado o “caribe brasileiro” pela beleza das praias e a água cristalina de cor azul. A corrida, com distâncias de 10 km e 21 km, será no dia 16 de novembro. Para mais informações, acesse https://botapracorrerolympikus.com.br.

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