Corrida transforma vida de jovem fumante e obeso

Corrida transforma vida de jovem fumante e obeso

SILVIA HERRERA

13 de novembro de 2018 | 21h45

Sete anos depois e 32 quilos mais magro, Marcelo Assis Marques acaba de concluir sua primeira Maratona Major – Nova York, abaixo de 3 horas. “Corrida de rua é meu estilo de vida, minha paixão, não vivo sem ela”, diz. #bvesportes #maratona #superação #corridaderua #NYCMarathon

“Era 2011, eu tinha 24 anos, era fumante, fumava Malboro vermelho”, lembra Marques. O rapaz passou no médico e tomou uma baita bronca: “Você tem que se cuidar, sua saúde não está boa”. Ele trabalhava com tecnologia, uma rotina insana e não arrumava tempo para nada. Decidido a mudar de vida, ele começou a correr. “Era 1º de novembro de 2011 e saí para correr pela primeira vez. Precisava ter qualidade de vida, emagrecer e melhorar”, lembra. Gostou e nunca mais parou.

Não dá para imaginar Marques obeso, muito menos fumante. Ele tem aquele biotipo queniano, canela fina, e seus olhos exalam saúde. Resultado de sua disciplina. Começou a perder peso, ganhar qualidade de vida e vitórias. A distância preferida dele é 5km. Inclusive em 2017 se impôs um desafio de correr 5K todo dia – mil dias seguidos – não importa a velocidade ou a intensidade da corrida. Por que? “Me deu vontade”, explica. Corredor de rua tem dessas mesmo, dá uma vontade louca de correr todo o dia.

“A corrida mudou minha vida, mudou meu círculo de amizades. Hoje tenho mais determinação, foco, objetivo”, conta. E mudou até de empresa, só manteve a profissão. Atualmente Marques trabalha na BV – marca de varejo do Banco Votorantim – que acaba de lançar  uma inédita plataforma de apoio ao esporte, a BV Esportes. “Trabalhar numa empresa que valoriza o esporte faz toda a diferença”, avalia.

Logo que entrou na empresa, no ano passado, Marques começou adicionar os colegas em seu Instagram @marcelodeassismarques e seu sucesso nas corridas de rua se espalhou no ambiente corporativo.  Em seguida veio o convite da BV para ser um dos primeiros atletas internos apoiados. Desde então ele correu o Revezamento Bertioga Maresias, em equipe, com vitória; Maratona Internacional de São Paulo, SPCity Marathon (foi pacer para 3h) e agora Nova York, fora o Circuito das Estações e da Track & Field.

Como ele não gosta de madrugar para correr, deixa para treinar no fim do expediente – que neste caso – é a partir das 22 horas.  A rotina é dura. Acorda às 7h, vai para o chuveiro, toma café e vai trabalhar. Sai do trabalho entre 21h e 22h e vai treinar, depois para casa dormir. Ele treina numa academia próxima ao trabalho, ou no Estádio do Morumbi ou na Avenida Berrini, na ciclovia, na zona sul da capital paulista. “Sempre fazendo pelo menos 5K todo dia”, destaca. Aliás, mesmo depois da maratona de NYC ele correu 5k todo dia. Detalhe, foi o brasileiro mais rápido na 5k que aconteceu na véspera da Maratona de Nova York. Lei mais aqui.

O apoio da BV  é com as despesas de viagem, o que já ajuda bastante. A meta agora é correr todas as Majors – além de NYC são Londres, Berlim, Boston, Chicago e Tóquio. Marques já tem índice para Boston, e entrou no sorteio de Chicago e Berlim.

Aos 31 anos, Marques conta com treinador, nutricionista e fisioterapeuta, esta última é a irmã dele. “Meu treinador me dá várias broncas por quase nunca fazer o treino que ele pede, sempre faço no mínimo os 5k do meu desafio. Para correr a Maratona de Nova York ele estava meio incrédulo, por conta disso. Mas como meu trabalho é insano, até tarde da noite, é o que consigo correr com regularidade, na hora da prova dou meu melhor e tem dado certo”, explica. No entanto, ele toma todos os cuidados e está sempre com a saúde em dia. “Não adianta correr e descuidar da saúde, se machucar e não correr nunca mais, por isso faço o preventivo certinho”, observa. Este ano, para fechar com chave de ouro, Marques vai correr a São Silvestre.

 

 

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