Da propaganda para a corrida

Da propaganda para a corrida

SILVIA HERRERA

15 de setembro de 2015 | 08h36

Conheça a história de Glaucio Campos que decidiu mudar de carreira quando percebeu que era muito mais feliz ensinando squash no clube.

Glaucio Campos_Credito Debora Rampazo

Apaixonado por esportes desde os 6 anos de idade, Glaucio Campos acabou se formando em Propaganda e Marketing por influência da irmã. No entanto, percebeu logo que gostava mesmo era de dar aulas de squash. Disse adeus aos briefings, voltou ao banco da universidade e se formou em Educação Física. “Percebi que gostava mesmo era de ensinar e dei esta virada na minha vida”, conta.

Hoje, aos 36 anos, toca sua assessoria de corrida, que leva seu nome, no Butantã, na zona oeste de São Paulo. Já tem 40 alunos de corrida, conta com o patrocínio da Bull Mark Financial Group e conseguiu se classificar para etapa final da dificílima corrida Adidas Boost Endless Run, realizada em 13 de setembro na USP. “Pelo nível forte e por seu formato diferente – você corre 10k, depois 5k, e depois só os primeiros correm a última perna de 1k – considero a Boost uma das melhores provas de São Paulo”, destaca. A organização soma os tempos da 10k com a 5k e apenas os 200 primeiros homens e as 100 primeiras mulheres se classificam para a etapa final. Os vencedores das categorias masculino e feminino ganham patrocínio da Adidas durante um ano e cortesia para participar dessa prova em 2016. Haverá etapa no Rio dia 18 de outubro.

Glaucio Campos (3)_Credito Glaucio Campos

No ano passado, Campos não conseguiu se classificar para a etapa final. O que só serviu de motivação para se preparar focado para repetir a dose. Metade de seus alunos também topou o desafio.  O resultado compensou. Além dele, duas alunas também se classificaram para a etapa final de mil metros: Débora Rampazo (primeira foto ao lado de Glaucio) e Paula Pereira. “A prova foi muito esperada por todos”, conta ele. Dos 20 alunos que correram a Boost Endless Run 15 eram mulheres. “A procura feminina por treinadores é maior, elas querem mais segurança, um profissional por perto para orientá-las”, avalia. E Débora chegou bem na frente no desafio final: em 25º.  Paula chegou em 99º! De 0 a 10, Glaucio deu 9 para a prova. O motivo – cerca de 40 minutos de atraso para o início da largada da etapa final. “Erraram na logística da distribuição do chip (que marca o tempo da corrida) e ficamos muito tempo no frio, o corpo esfriou, não foi legal, tomara que corrijam isso na etapa carioca”, explica.

Procurada, a assessoria de imprensa da Adidas explicou que “o atraso ocorreu por conta do zelo com a aferição e somatória de todos os tempos, para que nenhum atleta fosse prejudicado”. Já que só participam do Desafio Boost os 300 melhores tempos.

E falando em desafio, o próximo de Glaucio, que corre desde 2002,  já está marcado: Maratona de Berlim. Será sua quarta 42k e pretende fazer em 3h20. Boa sorte Glaucio! #corridaparatodos

 

 

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