Definidos os tempos para cumprir o Desafio FKT RIO One Hundred Caminho do Imperador

Definidos os tempos para cumprir o Desafio FKT RIO One Hundred Caminho do Imperador

São 19 horas e 24 minutos, para os homens, e 22 horas e 30 minutos, para as mulheres

SILVIA HERRERA

16 de novembro de 2020 | 19h03

A partir de 21 de novembro, os ultramaratonistas inscritos na FKT Rio One Hundred® Caminho do Imperado terão que finalizar a prova em  19 horas e 24 minutos,  e as ultramaratonistas, 22 horas e 30 minutos, para as mulheres. Essas marcas foram determinadas pelos atletas João Andrade e Ana Luiza de Faria Matos, que largaram juntos na quinta-feira (12/11), às 17h, em Barra Mansa – a 133 km da capital fluminense. Após passarem pelas cidades de Conservatória, Valença, Vassouras, Paty do Alferes e Vale das Princesas, João Andrade completou o desafio das 100 milhas (160,94km), na sexta-feira, diante da Catedral de Petrópolis, às 12h24m. Ana Luiza chegou às 15h30m.

João Andrade é o CEO da CEO da One Hundred®- Matias Novo/Divulgação

Ao todo, 20 ultramaratonistas, sendo 16 homens e quatro mulheres, divididos em quatro etapas, que acontecem nos sábados dos dias 21 e 28 de novembro e 5 e 12 de dezembro, vão se desafiar no percurso do Caminho do Imperador. Para a primeira etapa, no dia 21 de novembro, já estão selecionados Roger Darrigrand, Marcelo Amorim, Lucas Fonseca, Jorge Junior e Rodrigo Oliveira. Para a segunda, no dia 28, Adriana Rosa, Adriano Ribeiro, Cesar Condrati, Cesar Picinin e Davi Marques. A lista dos atletas da terceira rodada, no dia 5 de dezembro, será divulgada neste sábado. Ainda é possível se inscrever através deste link https://registerandgo.net/?evento=536. O currículo dos atletas, que obrigatoriamente precisam de uma equipe de suporte com no máximo quatro integrantes e carro, será analisado pela organização. Nos dias das provas, os corredores podem ser acompanhados em tempo real por um link divulgado pelas redes sociais da One Hundred®.

O FKT Rio One Hundred® Caminho do Imperador dará aos vencedores das provas masculina e feminina um cheque de R$ 700 (o equivalente a one hundred pound); gratuidade na inscrição na Hundred® World Series Brasil 2021; e na One Hundred® World Itália 2021, com direito a alojamento, despesas, acesso à área VIP e viagens, além de equipamento oficial One Hundred®.

Ultramaratona larga em Barra Mansa (RJ) – Matias Novo/Divulgação

“Essas 100 milhas são bem mais desafiantes do que parecem. Vai depender muito do tempo que estiver fazendo, com chuva ou calor. Este percurso tem muita exposição ao sol, terrenos com cascalhos, e, se estiver chovendo, as coisas ficam mais difíceis. Aquela chuva no início da prova eu nunca mais vou esquecer. Coloquei na cabeça que não ia parar, ia correr e fui como se estivesse um belo dia de sol, com uma temperatura agradável”, contou João Andrade, que concluiu o percurso em 19 horas e 24 minutos. A largada aconteceu debaixo de uma chuva torrencial, que comprometeu os primeiros 20km. Solo enlameado, barreiras naturais causadas pela água, rios, subidas e descidas íngremes. Tudo isso atrapalhou, mas não impediu João Andrade e Ana Luiza de concluírem o trajeto. Conheça o percurso: https://gps.stopandgo.pro/2.

CEO da One Hundred®, o experiente ultramaratonista tem em seu currículo participações em provas de renome internacional, como PT 281+ Ultramarathon, Estrelaçor 180, Badwater Cape Fear e BR 135 Ultramarathon; e foi selecionado para correr a Badwartter 135 em 2021. Aos desafiantes, João deixou um recado: “Tem algumas surpresas na rota. As subidas parecem intermináveis e não parece ter muitas descidas assim. Não vale caminhar, tem que correr aquilo tudo. Essas 100 milhas não são brincadeira.”

Recordista e campeã solo feminino da NIT Ultra Run 12H 2020, bicampeã geral da UltraMaratona Internacional 48HS da Mantiqueira 2019 e detentora da maior distância feminina percorrida na América do Sul em 48h, Ana Luiza concluiu o trajeto em 22 horas e 30 minutos. “Foi uma prova sensacional e muito dura. Tivemos um adversário à altura das 100 milhas, que foi o tempo, então a prova foi bem trail mesmo. Mas o que tem de duro, o trajeto tem de lindo, todo ele. Os 12 quilômetros finais têm descidas sensacionais, em terra batida, mas bem íngremes. Você já está cansado, com a musculatura fadigada, então a cabeça tem que estar querendo muito”, resumiu a ultramaratonista. E ela dá uma dica: “Passei por lugares bem escorregadios por conta da chuva. Para quem vem nas próximas semanas, venha de tênis de trail. É uma prova duríssima. Já fiz provas mais longas, mas esta está no ranking das mais duras que eu já fiz. Estou feliz demais. Curtam o caminho, é lindo.”

 

 

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