Desafio volta à Terra

Desafio volta à Terra

SILVIA HERRERA

18 Fevereiro 2017 | 07h00

Empresa mineira do setor lácteo propôs esta missão aos colaboradores que toparam percorrer os 40 mil km durante um ano. A celebração vai acontecer dia 4 de março, em Belo Horizonte(MG).

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Já vi empresa que banca as inscrições de corridas de rua aos funcionários, outras que além disso oferecem assessoria esportiva, algumas que fazem as duas coisas e tem até uma marca esportiva que faz ainda mais – oferece tudo isso mais academia top dentro da empresa!! Mas a firma propor aos funcionários juntos correrem a distância equivalente a uma volta ao Mundo foi a primeira vez.

A ideia partiu do alto escalão da Itambé, durante um descontraído almoço no ano passado, na primeira semana de janeiro. Como a diretora de Recursos Humanos Cristianne Cota é corredora amadora, o presidente quis saber como era a atividade, se havia muita competição, qual o grau de dificuldade. Ela contou que no seu grupo de corrida sempre rolavam desafios, via whatsapp, e que ninguém queria ser o lanterna. Contou também dos apps, e sobre um em particular que permitia que uma pessoa desafiasse a outra. E foi nesse almoço que surgiu a ideia de desafiar os funcionários da Itambé a darem uma volta ao redor da Terra correndo. E a diretora de RH ficou incumbida concretizar isso. Ela primeiro testou um aplicativo, no caso o Nike Running, durante cinco dias com quatro corredores da empresa. Deu certo e abriram as inscrições. Acreditavam que conseguiram 40 pessoas.

“Abrimos as inscrições via aplicativo dia 16 de janeiro de 2016 e entraram 140 pessoas! O pessoal comprou a ideia”, conta Cristianne super empolgada. O grupo de “atletas” era bem heterogêneo, tinha sedentário que se animou para começar a fazer caminhadas até quem tem pace abaixo de 5. “Foi uma surpresa que uma ideia de um almoço informal gerasse tanto sucesso. Aderiram pessoas de várias cidades, o desafio quebrou hierarquia e uniu as unidades, todo mundo interagindo e evoluindo nos treinos. Houve um ganho de saúde, que é a pegada da empresa, e de melhora do clima dentro da empresa. Foi preciso dar apenas um empurrãozinho!”, analisa a diretora.

Cristiane Costa/Arquivo pessoal

Cristianne Cota/Arquivo pessoal

Para dar uma volta da Terra na altura da linha do Equador seria preciso percorrer cerca de 40 mil km. Dividido por 140 pessoas, seria necessário cada um correr 285k em um ano, que daria 23,80km pra cada um por mês. E eles conseguiram!! Bateram a meta bonito, correram juntos 50mil km!! Dez mil a mais!!! A média mensal de km por pessoa foi de quase 150!

Para este ano, já abriram as inscrições para mais um desafio virtual e, mesmo sem saber qual será, 340 pessoas já se inscreveram. A meta, maior que a primeira, será divulgada dia 4 de março, na festa de celebração do desafio 2016. “Vamos premiar os cinco homens e as cinco mulheres que correram as maiores distâncias e vamos abrir oficialmente o desafio 2017 com uma corrida informal na Pampulha, com direito a camiseta personalizada.

Exemplo a seguir

Elisângela Castro/Arquivo pessoal

Elisângela Castro/Arquivo pessoal

A assistente financeira Elisângela Castro, que atua em Belo Horizonte, não está entre as cinco primeiras, mas tem muito a comemorar. Além de adquirir o hábito saudável da corrida, emagreceu 11 kg e conseguiu bater a meta dos 1000 km em 2016. Aos 37 anos e mãe de um filho, Elisângela corria é da corrida. Sedentária, fugia de qualquer atividade física.

Ela conta que tem histórico familiar de diabetes e problemas cardíacos. “Comecei a ganhar muito peso, a glicose aumentou significativamente, chegando ao pré-diabetes. Em 2014 tive um mal-estar, cai na rua, fui encaminhada ao hospital e, depois de alguns exames, o médico me aconselhou a procurar uma endocrinologista e fazer acompanhamento. Depois disso, comecei a controlar a alimentação, participei durante um ano de um grupo de perda de peso com acompanhamento de uma endocrinologista e uma psicóloga, me matriculei em uma academia, mas, fui muito pouco e desisti logo. O pouco que havia conseguido emagrecer, não demorou muito para voltar”.

Relatos como dela são bem frequentes, mas o desafio da Itambé mostra o poder transformador da motivação.  “Quando surgiu o projeto fui incentivada a participar. No entanto, no início, não me interessei muito, fiquei com aquele pensamento que seria mais uma tentativa, que ia abandonar no meio do caminho. No primeiro dia, fiz uma caminhada pequena com um percurso de 1,5 km, que antes usava o ônibus para fazer o mesmo trajeto. Hoje me exercito pelo menos quatro vezes por semana”, conta. Mas não foi nada fácil, Elisângela pensou em desistir várias vezes. “Como sempre o sedentarismo e a desculpa de não ter tempo queriam continuar me dominando”, confessa.

O que fez efeito foi assumir um compromisso testemunhado por vários colegas da empresa. “Isso te faz querer cumpri-lo, e assim fui vencendo cada dia um pouco mais. O projeto na empresa foi um grande incentivo”, explica.

Ela ganhou saúde e perdeu 11 quilos. Para este ano ela quer emagrecer mais 15. “Tive que superar alguns limites, procuro me alimentar melhor, evito alimentos que realmente não fazem falta e não são benéficos para a saúde. Comia muito e de forma errada, confundia ansiedade com fome, porém, hoje, como em menores quantidades, sem exageros e inclui a ingestão de frutas diariamente. A ansiedade diminui aos poucos, durmo melhor e a glicose baixou, hoje com 98 mg/dl. Inclusive, já até participei de alguns eventos de corridas, coisa que jamais tinha feito, distâncias que antes eram impossíveis de percorrer, devido ao cansaço, hoje faço sem muito sacrifício. Aos poucos comecei a obter resultados e assim continuo em busca de novos desafios a cada dia para a realização do meu objetivo final: me manter no peso ideal com muita saúde. ” É isso aí Elisângela!! Parabéns!! #CorridaParaTodos

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