Doença renal é considerada uma das epidemias deste século

Doença renal é considerada uma das epidemias deste século

SILVIA HERRERA

05 Março 2018 | 08h34

Prevenção é sempre o melhor remédio. Especialistas defendem que o exame da creatinina seja incluído no check-up anual. Veja como se prevenir e como a corrida de rua pode ajudar. #doençarenal #transplantederim #corridaderua #BlogCorridaparaTodos

Dê atenção ao seu rim. Ele pode estar carente de cuidados.”Como se trata de uma doença silenciosa é difícil estabelecer um protocolo de sintomas que identifiquem o início de uma doença renal. A principal medida de prevenção é manter hábitos saudáveis que evitam as doenças que estão frequentemente associadas como a obesidade, a hipertensão e o diabetes. E no caso destas duas últimas doenças já existirem, cuidar para sempre manter um ótimo controle dos níveis de pressão e da glicose”, destaca a nefrologista Ana Beatriz Barra, gerente médica da Fresenius Medical Care. Ou seja, a atividade física é muito importante.

No universo das corridas de rua, o jornalista e advogado Itamar Montalvão (foto abaixo) é um exemplo da importância da atividade física. Diagnosticado com problemas renais ainda na infância, enfrentou com coragem diversos desafios e hoje treina, com muita disciplina, para sua primeira maratona. Vai correr Chicago. Clique aqui para conferir a história desse guerreiro.

A doença renal crônica se caracteriza pela perda lenta e irreversível do funcionamento dos rins, órgãos cuja função é vital: remover as substâncias tóxicas e o excesso de água do organismo. Silenciosa, os primeiros sintomas da doença só aparecem em estágios avançados, quando já não há cura. Pensando nisso, os nefrologistas da Fresenius Medical Care decidiram chamar atenção para a necessidade da prevenção e aproveitam o Dia Mundial do Rim, 8 de março, para isso.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, o número de pacientes com doença renal crônica que precisaram de diálise cresceu de 42 mil para 122 mil . Mas esse dado poderia ser diferente se uma simples medida fosse tomada: a inclusão do exame de creatinina na lista de obrigatórios no check-up anual. Tal exame detecta o problema antes de ele ser uma insuficiência permanente, permitindo que o nefrologista atue para manter os rins funcionando.

“É importante lembrar os pacientes de verificar sempre a saúde dos rins. Não dá para só esperar os sintomas aparecerem, porque eles só surgem em fase tardia. Os cuidados para evitar a doença renal são os mesmos para se evitar diabetes e hipertensão como fazer exercícios periódicos, manter o peso adequado, ter alimentação saudável, não fumar e fazer check-up. A atenção tem que ser dada à prevenção. Exames muito simples como o de urina e o que mede a creatinina no sangue, que pode ser feito em postos de saúde, ajudam a identificar se o rim está funcionando bem”, destaca a dra. Ana Beatriz Barra.

Sintomas – Falta de apetite, náuseas, anemia e perda de massa muscular são alguns dos sinais da doença. O funcionamento da glândula endócrina também é afetado e pode causar problemas de fertilidade e desempenho sexual.

Causas – Diabetes e hipertensão, doenças em geral provocadas pela obesidade, estão entre as principais causas. Outros fatores de risco incluem distúrbios no sistema autoimune, histórico familiar de doença renal e baixo peso ao nascimento.

Nos casos crônicos, diálise e transplante – De acordo com o Ministério da Saúde, 20 mil pessoas estão em lista de espera para receber transplante de rim, com tempo médio de 18 meses até conseguir um órgão. A diálise é a opção até o transplante ou para pacientes que não querem ou não podem transplantar por outros motivos de saúde. A diálise cumpre o papel que os rins doentes não podem fazer. No caso da hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, liberando o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos, e controlando a pressão arterial e mantendo o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de 111 mil pacientes fazem diálise e a estimativa é que mais de 30 mil novas pessoas passem a precisar do tratamento todos os anos.

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