Fitness: o modelo híbrido veio para ficar

Fitness: o modelo híbrido veio para ficar

Inédito Panorama Setorial Fitness Brasil mostra como é o mercado e as novas tendências

SILVIA HERRERA

16 de março de 2022 | 17h17

A pandemia do coronavírus acelerou alguns processos, entre eles as aulas virtuais de ginástica, que devem se tornar híbridas. Esta é uma das fortes tendências mostradas no inédito Panorama Setorial Fitness Brasil. O consumidor quer serviços presenciais, serviços digitais e entretenimento, tudo junto e misturado. O estudo foi realizado pela Fitness Brasil, em parceria com a EY e a Armatore Market + Science, e foi  baseado em uma pesquisa realizada virtualmente – com 4.465 respondentes, distribuídos em 26 Estados e o DF, em 454 municípios ao redor do Brasil – além de outras fontes, como IBGE e conversas dirigidas com especialistas.

Outra constatação importante: depois de um longo período de isolamento social, os consumidores começam a enxergar a atividade física como algo além da estética, mas para conquista do bem-estar e da saúde. O que indica a importância da junção das atividades que visam bem-estar, saúde e entretenimento.

“Nossa referência sempre foi o IHRSA Global Report, que reúne dados de dezenas de países e fornece uma visão macro da indústria e de academias em todo o mundo, tornando-o uma fonte importante para gestores, fornecedores e profissionais da educação física. Ao elaborarmos um relatório fitness nacional, a intenção é colaborar com uma visão mais precisa da nossa realidade e contribuir com a profissionalização e evolução do mercado”, diz Gustavo Almeida, diretor executivo da Fitness Brasil.

Mas por que as pessoas praticam ginástica? O panorama mostra que 54% delas buscam resultados, treinam de 6 a 7 vezes por semana, querem melhorar a forma física, a performance. Preço baixo é o que buscam 69% das pessoas, principalmente quem ganha um salário-mínimo. Mesmo percentual é indicação médica.

Outro dado que chamou a atenção dos realizadores foi a falta de academias ou centros de atividades físicas em 711 cidades com população superior a 10 mil habitantes e inferior a 50 mil habitantes. E 62% delas estão concentradas no Nordeste. Seriam locais ideais para investir no setor fitness.  “Outra constatação que tivemos é que quanto mais alta a classe social, mais se pratica atividade física. E dinheiro não é único fator que contribui para isso. Tempo e rotina mais estruturados, possibilitando maior dedicação ao esporte, contribuem”, revela Fernando Fleury, CEO da Armatore. Nesse item, 82% das pessoas com rendam mensal igual ou superior a R$ 22 mil praticam esportes com regularidade. E boa parte delas, praticam esportes considerados caros, como ciclismo de estrada e triatlo.

Fábio Saba, diretor de conteúdo da Fitness Brasil, Fernando Fleury, CEO da Armatore, Peter Thomas VP de vendas do Evo e  Samir Zetun (VP de parcerias Gympass) – Foto Elementar Estúdio.

Quanto ao modelo híbrido, Fernando Fleury, CEO da Armatore, explica que isso mostra a importância da relação socioafetiva. O brasileiro quer se exercitar, quer aulas virtuais e quer encontrar com o professor com alguma frequência. Outra tendência é a procura por academias nichadas, que ofereçam um serviço diferenciado, exclusivo. “O consumidor quer frequentar vários tipos de academias, algo que já acontece nos EUA e na Europa. Quer ir à academia de corrida, de bike, de um determinado funcional”,  acrescenta Samir Zetun, VP de parcerias Gympass, empresa presente em 11 países.

A versão resumida do 1º Panorama Setorial Fitness Brasil é gratuita e está disponível no site da Fitness Brasil (https://www.fitnessbrasil.com.br), já a  versão completa para aquisição, custa R$ 199,00.

 

Perfil dos participantes  

+ 36 mil CENTROS DE ATIVIDADES FÍSICAS distribuídos em 3.301 municípios

51% dos respondentes são do gênero masculino

32% correspondente à faixa etária entre 35 e 44 anos

65% se declaram brancos

50% são casados

30% têm renda mensal entre R$ 4,4 mil e R$ 11 mil

40% preferem praticar atividade física ao ar livre

26% praticam caminhada/ corrida

 

SÃO PAULO

O estado de São Paulo lidera o top 5 de concentração de centros de atividades físicas do país, com 28% do número total, seguido por Minas Gerias com 12%, Rio de Janeiro com 8%, Paraná com 8% e Rio Grande do Sul com 7%.

Dados por estados do Panorama Setorial Fitness Brasil

 

 

 

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