FPA trabalha duro para São Silvestre 2020 acontecer

FPA trabalha duro para São Silvestre 2020 acontecer

Corridas de rua, obedecendo novo protocolo, devem recomeçar em novembro no estado de São Paulo

SILVIA HERRERA

03 de julho de 2020 | 14h25

Após uma interminável quarentena, o “novo” normal se aproxima. Conversamos com o presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA), Joel Lucas Vieira de Oliveira, que está trabalhando incansavelmente, remotamente,  para organizar a volta das corridas de rua e atender corredores, organizadores e atletas da elite. E uma boa notícia. Se depender da FPA, a São Silvestre será realizada este ano, assim como as corridas com distâncias menores do que 42 Km, já que a maioria das pessoas não tem como treinar adequadamente para uma maratona,  que devem retornar a partir de novembro no Estado de São Paulo. O órgão está empenhado, em conjunto com o governo e cientistas, para criar condições para que isso aconteça. Elaboram um protocolo de retomada das competições, inclusive as corridas de rua, que já está sendo analisado pelas autoridades.

Unanimidade entre os corredores de rua é o prazer de participar da São Silvestre. O presidente da FPA é atleta do arremesso de peso, foi campeão da modalidade em 2007, e no ano passado teve a oportunidade de vivenciar a Corrida Internacional de São Silvestre, realizada tradicionalmente no último dia do ano, na região da Avenida Paulista. Ficou encantado. “É algo estupendo, tive o privilégio de trabalhar na edição do ano passado”, destaca.

Com a reabertura dos Centros Esportivos na capital paulista, a partir do dia 6 de julho, para caminhadas e corridas individuais utilizando máscaras, tudo indica que logo o governo deve aprovar o protocolo da FPA paulatinamente em todo estado.

A FPA está preparando surpresas que tem tudo para agradar o corredor de rua paulista. Ela quer ser a “casa” do corredor, unindo os atletas da elite e os amadores, e promete algo inovador para agosto – que “todo o corredor vai querer usar”. Estão formatando também um novo tipo de ranking das corridas, que o amador vai participar também,  que contabilizará as premiações e a frequência nas provas. E trabalhando nos novos critérios para classificar  oito diferentes tipos de corridas, entre temáticas, corporativas, beneficentes, competitivas com premiação, etc. E tem mais, estão fazendo uma pesquisa com os corredores de rua, para conhecer melhor as demandas dessa tribo, a qual também pertenço. Clique aqui para participar da pesquisa.

Referência internacional, a FPA  é muito respeitada no mundo todo por ser a mais antiga federação da América Latina. Ela foi fundada em 24 de janeiro 1924, e desde então trabalha ininterruptamente. Não fechou durante a Revolução de 1932 nem durante a 2ª Guerra Mundial e tão pouco agora na pandemia. A maioria das federações em todo mundo acaba descontinuando os trabalhos em algum momento por conta de problemas financeiros.

Joel Lucas Viera de Oliveira assumiu a FPA há um ano

PANDEMIA

Por conta do intercâmbio de informações constantes com as federações de atletismo internacionais e atletas em todo o mundo, a FPA decidiu  por suspender o atendimento presencial em março, foi a primeira federação brasileira a fazer isso, e também suspender  as competições, para salvaguardar os atletas profissionais e amadores de todo o Estado de São Paulo. “Temos a responsabilidade de fazer o certo. Aquela semana, quando tomamos essa decisão, foi bem turbulenta já que a corrida de rua é gigante no Estado de São Paulo e no Brasil. Mas uma semana depois, todas as federações fizeram o mesmo. mostrando que havíamos tomado a decisão certa”, lembra Joel. Por enquanto, todas as competições estão suspensas até 30 de julho, quando haverá novo posicionamento.

Logo após a suspensão das competições, a FPA convocou um time de professores, cientistas e médicos para trabalharem em conjunto para a construção de uma primeira ideia de protocolo para a retomada das competições, com base na ciência, nos protocolos da OMS e da Federação Internacional de Atletismo. A primeira versão foi entregue para o governo analisar em abril. “Tivemos um debate muito profícuo com o governo e mais de 25 federações esportivas do estado de São Paulo, representantes da educação física, clubes. Desenvolvemos um procolo único que foi encaminhado para análise do Comitê de Contingenciamento da Covid-19 do Estado de São Paulo, que em breve deve se manifestar.

 

“Novo” Normal das corridas de rua:

  • corridas com um terço do número de participantes
  • corrida com percursos  menores do que uma maratona (42km)
  • medidas de isolamento na largada e na entrega das medalhas
  • medição da temperatura de todos os participantes
  • medidas de higienização na largada, percurso e chegada
  • uso de máscaras
  • corredor terá que levar sua hidratação
  • entrega de kit em domicílio
  • sem ativações no pré e pós prova
  • sem cerimônia de entrega dos troféus
  • vetada a participação de pessoas do grupo de risco: maiores de 60 anos e que apresentem conformidades

Confira a íntegra da entrevista abaixo, realizada em Live (2/7/20) no Instagram – começa aos 16 minutos do vídeo. E mande sua dúvida e comentário sobre o novo normal, sua opinião é muito importante. Pode ser aqui nos comentários, ou no meu e-mail, que está aqui ao lado na bio.

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O Novo Normal na Corrida de Rua

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