Justino Pedro da Silva quebra o recorde da Maratona do Rio

Justino Pedro da Silva quebra o recorde da Maratona do Rio

Atleta do Pernambuco baixou 21 segundos da marca anterior

SILVIA HERRERA

15 de novembro de 2021 | 15h29

Nesta segunda-feira, 15 de novembro, as grandes corridas de rua voltaram ao calendário nacional com quebra do recorde da prova. Justino Pedro da Silva, de Dormentes (PE) , cruzou a linha de chegada da 19ª Maratona Internacional do Rio de Janeiro com o tempo inédito de 02:13:31, 21 segundos mais rápido do que o recorde anterior.

Justino é de Dormentes e treina em Petrolina

No feminino, Mirela Saturnino de Andrade, de Recife, venceu com o tempo de 02:44:51. Era a quinta vez da atleta na prova, nas quatro anteriores foi vice.

“Foi um ano muito difícil por conta da Covid-19, eu mesma peguei e sei como a gente perde o rendimento por conta dela. Mas treinei muito e venci. Aproveito para agradecer a Deus, a torcida e a Marinha”, afirmou a atleta logo após a chegada.

Mirela é atleta da Marinha

Já Justino estreou na Maratona do Rio nesta edição histórica, quebrando o recorde da prova. E isso 15 dias depois de ser o segundo colocado na Maratona de João Pessoa. “Foi a primeira vez que corri esta maratona, só havia corrido a Meia em 2014, quando fiquei em décimo”, contou o campeão que ergueu a bandeira de Petrolina ao cruzar a linha de chegada. “Eu moro e treino em Petrolina”, explicou Justino, que pela primeira vez é campeão de uma prova internacional. “Fui atleta do Cruzeiro durante três anos, venci vários Circuitos Caixa, mas uma prova grande é a primeira”, completou. O recorde anterior da Maratona do Rio era de 1988, estabelecido por André Luiz Ramos (02:13:52).

Além da maratona foram realizadas as provas de 5 e 10k, com milhares de pessoas. No total, somando todas as distâncias, participaram cerca de 20 mil pessoas. Após a largada, os corredores puderam retirar as máscaras, e na chegada o staff aplicava álcool em gel e distribuia novas máscara. Na dispersão, foram entregues as medalhas e as frutas foram distribuídas em sacolas.

A Olympikus, patrocinadora do evento, fez uma ação diferente. No número de peito havia um canhoto para participar de um sorteio, do qual puderam participar quem correu quaisquer das distâncias calçando tênis da marca. O staff da marca estava posicionado antes da entrega das medalhas, e retiravam o canhoto. O prêmio será a participação do próximo Bota Pra Correr, com todas as despesas pagas. A corrida será realizada no segundo semestre de 2022, provavelmente em uma das Chapadas brasileiras.

MORTE – Um fato triste aconteceu na véspera. Um dos participantes da Meia Maratona, um atleta amador, teve um mal súbito a 5 metros da linha de chegada. Foi encaminhado ao pronto socorro , mas faleceu. A organização da prova argumentou que a pedido da familiares o nome não foi divulgado. Apenas divulgaram que era um homem de Minas Gerais, e que estão auxiliando a família em tudo.

Pódio

Feminino

  1. Mirela Saturnino de Andrade (02:44:51)
  2. Rejane da Silva (02:46:58)
  3. Marina Gomes (03:04:01)

Masculino

  1. Justino Pedro da Silva (02:13:31)
  2. Edson dos Santos (02:16:40)
  3. Samuel Souza Nascimento (02:18:38)

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