Maratona de Berlim estreia copos reutilizáveis

Maratona de Berlim estreia copos reutilizáveis

SILVIA HERRERA

14 Setembro 2018 | 09h46

Este domingo tem a Major mais rápida do planeta, com tentativa de quebra do recorde mundial pelo homem mais veloz da atualidade Eliud Kipchoge e novidades. Começa projeto piloto para evitar o lixo causado pelo descarte de milhares de copos plásticos durante a corrida de rua. A prova será transmitida pelo SporTV 2.#BerlinMarathon #maratona #corridaderua #BlogCorridaParaTodos #Berlin42

 

A ideia é do patrocinador da prova, a marca alemã adidas, e dos  organizadores  SCC EVENTS. Os copos de silicone estão sendo distribuídos na entrega dos kits de participação aos corredores, que poderão abastecê-los em seis estações adicionais de abastecimento de água ao longo da rota de 42.195 km. O objetivo a longo-prazo é banir o uso de plástico descartável no ambiente da maratona. O copo sem BPA (Bisfenol A) pesa 10g.

Durante a Maratona de Berlim, cada estação de abastecimento de água (desenho abaixo) terá três metros e meio de comprimento e será fixada ao longo da rota. Seis torneiras fornecerão água potável continuamente bombeada do subsolo de Berlim. O excesso de água flui de volta para o sistema, retornando assim ao ciclo de abastecimento.

Recipientes de coleta estão localizados na área de chegada para garantir que os copos possam ser novamente utilizados na próxima Maratona de Berlim. Como uma segunda alternativa, os corredores também podem devolver os copos para a loja adidas Running em Berlin-Mitte na segunda e terça-feira após a maratona (17 e 18 de setembro).

ESPETÁCULO

Além de experimentar a novidade, os participantes poderão ser testemunha da quebra do recorde mundial. O queniano Eliud Kipchoge está focado nesta missão. Imbatível desde 2014, ele vem conquistado vitórias atrás de vitórias. Ele desconversa, diz que se quebrar seu recorde pessoal e fizer o2:03:04 já estará feliz – o RP dele é 02:03:05.  Kipchoge sinaliza que quer se despedir das maratonas após a Olimpíada de Tóquio, claro – com medalha de ouro. E que quer vencer as maratonas de Boston, Nova York e também Tóquio, as três únicas Majors que faltam em seu resume.

O fundista argumenta que ainda não quebrou o recorde mundial por absoluta falta de sorte. Em 2105 na mesma Maratona de Berlim, por exemplo, a culpada foi a palmilha do tênis que foi saindo do calçado e ele não podia parar para resolver isso. Clique aqui para relembrar. Depois desse episódio a Nike transformou o limão numa limonada e criou o super VaporFly 4%, do Breaking 2, usado e recomendado por campeões em all over the world. Aliás, a versão nova desse tênis, chega às lojas dia 20 de setembro. Mesmo com a palmilha perturbando, ele venceu a prova a 63 segundos de distância do recorde mundial. Cravou 02:04:00 – o recorde é 02:02:57, estabelecido por Demis Kimetto, há quatro anos na Maratona de Berlim, a mais plana de todas as Majors.

No ano passado, a chuva e o vento contra em Berlim frearam os corredores.  “Na preparação para uma maratona você pode controlar e planejar quase tudo, menos as condições climáticas. E por conta disso, Berlim 2017 foi minha maratona mais difícil”, lembra a lenda do atletismo, que finalizou com  2:03:32 – a 35 segundos do recorde.  Desejamos sorte a Kipchoge e a todos os participantes na 45ª Maratona de Berlim, que será realizada na manhã de domingo, dia 16 de setembro, a partir das 9h15 (horário local).


 

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