Médicos alemães descobrem novo tratamento para fascite plantar

Médicos alemães descobrem novo tratamento para fascite plantar

SILVIA HERRERA

13 Junho 2018 | 08h30

Aquela dorzinha chata na sola do pé que te impede de correr pode ser tratada com ondas de choque. #BlogCorridaParaTodos #corridaderua #tratamento #saúde

Nos últimos anos, os procedimentos cirúrgicos tiveram algum sucesso no tratamento da doença, porém, há casos que a cirurgia não é bem-sucedida e piora o problema. Agora vem a boa notícia. Pesquisadores alemães da Mare Clinic, em Kiel, afirmam que criaram uma maneira segura e eficaz de eliminar a dor e curar esporões de calcanhar, uma situação comum e dolorosa do calcanhar chamada fascite plantar. A nova forma  de terapia de choque  pode beneficiar milhões de pessoas e corredores de rua que sofrem com a agonia dos esporões no calcanhar e com pé chato

É um tratamento por ondas de choque radial que não requer nenhuma anestesia ou tempo de reabilitação após o procedimento. “O tratamento por ondas de choque radial pode diminuir, de forma significativa, a dor, e aumenta a funcionalidade e a qualidade de vida em comparação ao tratamento placebo em pacientes com fascite plantar recalcitrante”,explica  Dr. Marcus Yu Bin Pai, médico fisiatra. “Três intervenções com terapia de ondas de choque foram estudadas em 245 pacientes com fascite plantar crônica”, acrescentou.

Após um acompanhamento de três meses, os pesquisadores descobriram uma diminuição dramática na dor no calcanhar nos primeiros passos da manhã, durante as atividades diárias e durante o uso de força de pressão padronizada. Não houve reincidência dos sintomas do calcanhar após 12 meses. A taxa global de sucesso foi de 61%, o que os cientistas de Kiel chamam de notável.

No entanto, os pesquisadores alertaram que mais estudos são necessários. “A Terapia por Ondas de Choque Radial é um tratamento eficaz para a fascite plantar crônica e pode ser administrada a pacientes ambulatoriais sem anestesia, mas ainda não foi avaliado em estudos controlados”, de acordo com os pesquisadores.

Para saber mais:

The American Journal of Sports Medicinehttp://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0363546508324176

Journal of Musculoskeletal & Neuronal Interactionshttp://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5881128/

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