Mulheres correm no trajeto da Maratona Olímpica

Mulheres correm no trajeto da Maratona Olímpica

SILVIA HERRERA

10 de abril de 2016 | 22h03

Victory Tour Rio de Janeiro

Nike Women Victory Tour convidou duas mil mulheres para correr 21k logo após evento teste da maratona no Rio de Janeiro. A prova foi fechada para convidadas que aceitaram o desafio de treinar durante três meses via aplicativo Nike+ Running. Eu fui uma delas.

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Não corria uma 21k desde o ano passado. Cheguei ao Rio no mesmo avião da corredora amadora e amiga Yara Achôa, a jornalista e empresária Mariana Ferrari na noite de sexta-feira, dia 8 de abril. Foi uma companhia ótima. Se juntou ao trio a jornalista super querida Angélica Banhara. Corrida é alegria!!

No release havia uma explicação bacana do evento e fiquei com ela na cabeça: “’O NikeWomen Victory Tour é um evento que acontece ao redor do mundo, como forma de celebrar a melhor versão de cada mulher. Nosso objetivo é oferecer uma experiência incrível a cada uma delas, com serviços únicos e todo cuidado que merecem. A etapa Rio de Janeiro será ainda mais especial, pois a corrida acontece no mesmo trajeto da Maratona dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Tenho certeza de que será um momento histórico’, afirma Henry Rabello, VP de Marketing e Diretor Geral de Olimpíadas da Nike do Brasil.”

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Na manhã seguinte fomos convidadas para fazer um treino para soltar a musculatura. Fomos às 8h da manhã na Praia Vermelha, na Urca. No local uma surpresa deliciosa. Nosso treinador seria Vanderlei Cordeiro de Lima. Aquele mesmo que você está pensando, que foi parado pelo padre irlandês em Athenas 2004.  Sentado, ao lado dele estava o cantor Seu Jorge, com roupa de corrida. Brinquei com o Vanderlei: “Ele já começou a correr com você ou ainda está dando uns trotinhos de pangaré?” Seu Jorge não levou na esportiva e disparou: “Pangaré nada, tô correndo há um ano, já corri mil quilômetros, pelos menos é o que está marcando no aplicativo”. Levantou e foi embora #magoado. A turma tava ótima, mulherada feliz e animada.

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Minutos depois rolou um aquecimento. Vanderlei conversou com a gente, estávamos em umas 30 meninas. Contou sobre a força transformadora do esporte. Seu Jorge deu seu depoimento – me “fuzilando”. Que é ex-fumante e que a corrida está fazendo um bem danado pra ele. Seu Jorge e Vanderlei lideraram um trote bem gostoso de 2km por uma trilha que sai do lado norte da Praia Vermelha. O nome dessa trilha, me avisou o corredor Ricardo Dungó, é Pista Claudio Coutinho. Pedimos para Seu Jorge dar uma palhinha, e ele cantou a estrofe de duas músicas: Mina do Condomínio e A Amiga de Minha Mulher. Foi muito bacana, pretendo voltar àquela trilha. Em seguida rolou uma sessão de yoga show de bola com a professora Sa Souza.

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À tarde fomos conhecer o local da largada, uma super área de concentração no Sambódromo, onde rolou a entrega dos kits. Assistimos a palestra da super campeã e madrinha da Women Victory Tour Fernanda Keller, que em outubro vai disputar seu 25º Iron Man. Aos 52 anos, ela esbanja saúde e beleza. Também participou da palestra a modelo Iza Gourlat, uma das pupilas de Keller. Iza e centenas de mulheres iriam participar de duas horas de NTC (Nike Training Club) em vez de correr a meia maratona.

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No local, engraxate de tênis  – nunca tinha visto isso antes, esmaltação de unhas, cabeleireira fazendo tranças, massagem, hidratação e loja.

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Numa tenda mais a frente, estavam expostos os uniformes do Time Brasil. Ultra tecnológicos, com tecidos que exportam o suor e não deixam o vento atrapalhar a performance. Com modelagens distintas com forme o gênero, tudo para que nossos atletas medalhem na Rio 2016. Uma das peças que mais chamou minha atenção foi a spike (sapatilha) dos velocistas. Extremamente leve, a solado foi feito em impressora 3D. E a atleta que ajudou na concepção foi velocista norte-americana Allyson Felix (6 medalhas olímpicas: 200m, 4x100m e 4x400m).

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O designer Ken Black (VP Digital Design Future) conversou com a gente sobre os produtos, mas não soube respondeu de que material da sola. Pediu desculpas e ficou de me passar depois. Não é fibra de carbono nem plástico, e reflete a luz.

Grande Dia

foto 5(2)foto 3(2)foto 1(3)Nayana Rodrigues

No domingo, 10 de abril, largamos às 8h15. Encontrei na van  Nayana Rodrigues, produtora de moda e atriz, desencontrei da Yara na largada e fui junto com a Nayana, que  disparou. Eu segui o conselho da madrinha Fernanda Keller fiquei no pace 6:15. Sei que a fundista Tatiele Carvalho estava lá e a cantora Zélia Duncan, mas não as vi.

Havia garotas de 18 fazendo sua primeira meia, como também estava Vera, do Clube Pinheiros, que aos 60 anos também estava estreando nessa distância em homenagem a seu primeiro neto. Como também Paula Narvaez, que na minha humilde opinião tinha que se tornar atleta de elite. Estava um calor infernal, um sol ótimo para  torrar em Ipanema. Fui bem até os 10km. O cenário ajudou muito, passamos pelo centro do Rio com total segurança podendo observar de perto a Central do Brasil, Alerj, Candelária. Depois rumamos para o Aterro do Flamengo. Aí muita gente já começou a andar. O termômetro marcava 30 graus quando passamos pela marcação dos 10km.

Havia postos de hidratação a cada 3km. No km 15, esponjas com água. Os pacers estavam bem animados e atentos às corredoras. Eles tinham gel também. Mas a porca começou a torcer o rabo no km 16. O calor batia os 35ºC, com sensação de 38ºC. Aí começou a valer o psicológico.

Nos postos de hidratação comecei a pegar gelo e passar por todo corpo. Ganhei um copo cheio de gelo, caminhei um pouco. Meu maior inimigo era o sol e tinha de ficar amiga dele. Não sentia dores, sentia calor mesmo. Entramos dentro da Marinha. Os marinheiros, perfilados, todos de costa para nós. Isso causou um efeito psicológico horrível.  A Assessoria de Imprensa do Comando do 1º Distrito mandou nota de esclarecimento sobre isso:”A Marinha do Brasil (MB), por meio do Comando do 1º Distrito Naval, informa que os marinheiros perfilados ao longo do Complexo do 1ºDN, no último domingo (10), foram escalados para proverem a segurança dos atletas que participavam da Maratona Olímpica, evento-teste para os Jogos Olímpicos Rio 2016.  Os militares formaram um cordão de isolamento voltado para o local de passagem dos pedestres, permitindo visualizar a aproximação de qualquer pessoa que pudesse comprometer a segurança dos atletas e o bom desempenho da prova.”

Saindo de lá avistamos o Museu do Amanhã, depois Candelária, depois Central do Brasil. Foi incrível poder testar esse percurso da maratona da Rio 2016, mesmo que seja fazendo metade.

Quando vi o Sambódromo me animei!!! Consegui até correr mais rápido, sendo parabenizada pelos pacers, e a poucos metros da linha de chegada recebi um abraço inesquecível da madrinha Fernanda Keller. Fechei em 2h30. A Paula Narvaez voou em 1:40. Muitas fecharam em 3:30. Todas são vencedoras.

Terminei!! Venci o Sol!! A medalha era uma correntinha linda, com a medalha em forma de identificação militar. Metros depois entrei em um barril de gelo. Isso me fez um bem danado!!! Para celebrar- shows da Mangueira e do Seu Jorge.  Parabéns a todas!! Bela iniciativa da marca americana para celebrar este momento olímpico. Tomara que haja outras edições!!

 

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