Off na água

Off na água

SILVIA HERRERA

10 de novembro de 2016 | 12h16

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Descanso também faz parte da rotina de treinos semanais do corredor amador, o festejado off. Que tal aproveitar a folga e se lançar em uma represa ou lagoa e aprender wakeboard? A modalidade aquática, que lembra o esqui, pode ser praticada em um cable park, onde a pessoa é puxada por meio de cabos elétricos em vez embarcações, o que facilita muito a aprendizagem e torna o esporte mais barato.

Se você sabe nadar, converse com seu coach antes, para verificar se não há qualquer tipo de restrição, e bora fazer wake. A 130km da capital paulista está um dos maiores cable parks para a prática de wakeboard da América Latina, o Naga Cable Park. Segundo conta o prefeito de Jaguariúna, Tarcísio Chiavegato, o local era uma pedreira, foram cavando tanto que começou a minar água, com isso surgiu um lago imenso, que foi comprado para a instalação do cable park.

Com o aval do meu treinador, sai com chuva em uma manhã de sábado da capital paulista. Levei meu filho de 10 anos e um amiguinho dele. Chegamos com sol. No local há estacionamento, banheiros com chuveiros e armários (é preciso levar o cadeado). A hora do wake para iniciantes – incluindo o colete salva-vidas e a prancha – custa R$ 70, crianças de 8 a 12 anos pagam R$ 20. Mas as crianças, que forem sem os pais, tem de levar Carta de Transferência de Responsabilidade, assinada por um dos pais e reconhecida em cartório (

Documento

para baixar o modelo). Por isso, o amiguinho do meu filho só pode observar. E todas as crianças devem levar o RG ou certidão de nascimento.

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Há também várias cadeiras para tomar sol e uma lanchonete. Para os iniciantes há duas torres de aprendizado sem nenhum obstáculo e perto da beira. Você coloca a prancha em pé (tem duas alças para encaixar os pés), senta na plataforma, segura a manopla e aceleram o cabo. O instrutor explica o que vai acontecer. O lance é controlar o braço, junto ao abdômen e ir subindo, se equilibrar jogando o corpo para trás. Olhando parece bem simples. Na segunda vez consegui ficar em pé, uns cinco metros. Foram sessenta minutos de muita diversão. Na hora não senti doer nada, mas no dia seguinte a musculatura do braço deu sinal de vida. Corri os 15k da Pokemón Run com muita dor nos braços. Mas valeu a pena. Meu filho adorou também. Mesmo o amigo do meu filho curtiu bastante.

Para almoçar, Jaguariúna oferece ótimos restaurantes como o Moquém, Bar da Estação e Bar da Praia. O primeiro é perfeito para quem for com os filhos, há uma área kids ótima e cardápio com iguarias capixabas e carnes.

Segundo informações do Associação Brasileira de Wakeboard, a prática desse esporte aumenta a força muscular, a coordenação motora, a flexibilidade, o equilíbrio e a concentração.

O Naga tem cinco torres e 12 obstáculos. Nove pessoas podem praticar ao mesmo tempo. Várias feras treinam por lá, entre eles Pedro Caldas de 16 anos. Ele é o brasileiro melhor colocado no ranking mundial e atualmente mora em Orlando, meca do wakeboard.

Em São Paulo, o wakeboard puxado por lanchas e jets, é praticado na represa Guarapiranga e o rider faz manobras nas marolas provocadas pela embarcação. No Rio, na Lagoa Rodrigo de Freitas. Na represa Jaguari, em Bragança Paulista (SP).E  em Manaus (AM) o point é a Lagoa do Turumã, que dispõe das duas modalidades, embarcação ou por cabo. Mesmo caso do Colosso Wake Park em Fortaleza (CE). Em São Bernardo do Campo (SP) há o cable park Fun Wake Park com três torres – duas para iniciantes e uma para avançados, situado na Estância Alto da Serra. No Paraná, há um cable park em Foz do Iguaçu (Wake Iguassu Cable Park).

Quem quiser conferir as manobras, está rolando no México, no Acuaski Action Park, na cidade de Morelos, o 9º Campeonato Mundial de Cable Wakeboard. A competição está sendo transmitida online, a final está marcada para este sábado (12/11/16). Clique aqui

Veja como é a brincadeira:

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