Osanita, a guerreira da Xtreme Race

Osanita, a guerreira da Xtreme Race

SILVIA HERRERA

27 de outubro de 2015 | 07h56

Do virtual para o real. Veja como é o dia a dia da ex-gordinha do Projeto Massa Magra, que adotou a corrida com obstáculos e vem se superando a cada prova.  Já fez três etapas da Xtreme Race e está com sede de vitória. A próxima será dia 28 de novembro, 8k e 16 obstáculos, em Arujá.  “Vou ganhar!”, já avisa aos concorrentes.

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O despertador desta pernambucana de São Bento do Una toca às 5h30 todo dia no apartamento em Higienópolis, na capital paulista. Meia hora depois, Osanita Rodrigues já está cuidando do corpo e da mente na academia, sob os cuidados de seu personal e marido Robert Moutran.  “Vida fácil não tem graça!”, dispara.

A corrida entrou na rotina da Instafitness do projeto Massa Magra há um ano, quando viu a Xtreme Race no Instagram e resolveu participar. “Faltava um mês para a corrida e a meta era conseguir terminar”, conta Osanita, que nunca tinha corrido antes, treinou 30 dias, chegou em 33º lugar e amou a experiência. “Eram 8km e 18 obstáculos, completei em 01:03”. Na segunda Xtreme chegou em 14º. “A largada dessa foi dentro da piscina e tinha subidas horrorosas, depois teve piscina de gelo, eu adorei!”, lembra. A terceira, que foi dentro da Base do exército em Barueri,  e agora dia 28, ela quer vencer em Arujá.

Do time das ex-gordinhas que viraram a mesa e mudaram de vida, postando tudo nas redes sociais, Ana – como prefere ser chamada, perdeu 18 quilos em seis meses de muita dedicação. Isso foi há sete anos. Hoje, aos 41 anos e dona de um corpão de dar inveja, ela se cuida muito e o que a motiva são desafios: “quanto mais difícil melhor”. Segue uma alimentação balanceada, malha de manhã diariamente e corre no Minhocão 7km duas noites por semana.”Depois dos 35 anos, o metabolismo, é mais lento, e você tem que se dedicar mais ainda”, avisa.

E está focada mesmo. Além da rodagem no Minhocão, ela também bate cartão na USP, duas vezes por semana onde corre 45 min. E já está combinando com os amigos do Crossfit treinos mais casca no Pacaembu. “Lá tem escada, subida, é ótimo para se preparar para a Xtreme”, recomenda.

Para quem vai estrear nesse tipo de prova, ela aconselha se preparar bem, mas respeitar seu corpo e seus limites, para não se machucar, o que é difícil no calor da prova.  Quanto a lama, não tem problema, há caminhões que dão banho de mangueira em todo mundo.  Ah, o nome Osanita é uma invenção do avô espanhol e da avó índia. Puro sangue guerreiro. Ela se mudou com a família para capital paulista aos 7 anos. “Meu pai nos levou na Avenida Paulista, fiquei até com dor no pescoço de tanto olhar os prédios, e andamos de escada rolante pela primeira vez foi incrível”, lembra.

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Como será a Xtreme Race

A etapa, que fecha o circuito de 2015, terá surpresas. “Uma delas é que a prova valerá o dobro de pontos no ranking geral, dando mais chances aos que não estavam com uma pontuação tão elevada de terminar entre os melhores colocados na classificação geral”, explica Maurício Fragata, um dos organizadores da prova.  Além dos obstáculos, como travessia suspensa,  túnel de lama, a pirâmide e o rastejamento, haverá novos desafios. “Nosso objetivo é fazer a melhor corrida de obstáculos da história. Queremos que seja inesquecível para todos”, conclui Fragata.

A última edição da Xtreme Race foi realizada na base militar do exército em Barueri, no mês de julho. Essa será a 9ª edição da prova, que foi realizada pela primeira vez em 2013, em Atibaia. As inscrições custam R$ 100, e podem ser feitas online: www.xtremerace.com.br.

 

 

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