Peres Jepchirhir quebra o recorde mundial da meia maratona pela segunda vez no ano

Peres Jepchirhir quebra o recorde mundial da meia maratona pela segunda vez no ano

Atleta da Quênia baixou a própria marca em 18 segundos

SILVIA HERRERA

17 de outubro de 2020 | 17h37

Manhã fria e de recordes femininos no Campeonato Mundial de Meia Maratona em Gdynia (Polônia), às margens do Mar Báltico, neste sábado 17 de outubro.  Peres Jepchirhir, 27 anos, estabeleceu a nova marca mundial:  1:05:16; a alemã Melat Yisak Kejeta, 28 anos, o europeu (1:05:19). Detalhe, o recorde mundial da meia maratona já era de Peres, batido na Meia Maratona de Praga,  dia 5 setembro (1:05:34). Ou seja, ela quebrou dois recordes mundiais em apenas 42 dias! E nossa Andreia Hessel baixou em um minuto o personal best (PB) como era a intenção, cruzando a linha de chegada em  1:14:41.

Campeonato Mundial da Meia Maratona foi realizado nas ruas de Gdynia

Além das novas marcas, a corrida na rua restrita à elite, em Gdynia, reservou alguns percalços – três corredoras tropeçaram e caíram, perdendo posições. A queniana  Joyciline Jepkosgei  liderou os 5 primeiros quilômetros. Depois  Yasemin Can (Turquia) passou a frente até o meio da prova, quando Peres surgiu com tudo, revezando a liderança etíope Yalemzerf Yehualaw, que tropeçou na linha de chegada e terminou em terceiro com o tempo de 1:05:19.  Por equipe  a Etiópia foi sagrada campeã, o Quênia em segundo e a Alemanha em terceiro. Detalhe, a campeã calçava adidas, modelo lançado na Meia de Praga, o Adizero Pro, concorrente do Nike Alphafly.

“É inacreditável, minha meta era vencer, mas nem sonhava em quebrar o recorde mundial, mas percebi que isso poderia acontecer a 1km da vitória!”, contou Peres.  20km. A campeã lamentou o tombo das três atletas, todas fortes concorrentes. “Quando elas caíram, quase caí também, mas saltei”, observou (confira no vídeo abaixo).

Peres Jepchirhir quebra o segundo recorde mundial em 42 dias

Próxima competição de Peres é a Maratona de Valência (Espanha), em 6 de dezembro, a qual pretende finalizar em  2:17. Peres contou que aproveitou a pandemia para treinar forte, para chegar a sua melhor forma. “Estou muito feliz com isso. É um presente para todos os quenianos, para minha família. Vou descansar por uma semana para me recuperar e depois continuarei a treinar para o Valência”, explicou para a assessoria de imprensa do Mundial.

Andreia Hessel diminuiu um minuto seu tempo na meia maratona

E é para Valência que a seleção brasileira também vai. Andreia Hessel (ECP- Asics) terminou em 76º fazendo estabelecendo seu recorde pessoal. Ela ficou satisfeita com o resultado e  principalmente pela oportunidade de competir com as melhores do mundo. Já sua companheira de equipe Valdilene dos Santos (ECP-Asics) teve hipotermia, e mesmo assim não abandonou a prova, finalizando na 94ª posição, com o tempo de 1:18:58. O PB de Valdilene nos 21k é quatro minutos mais rápido. Cento e uma atletas finalizaram a corrida, e quatro desistiram.

No masculino, pela primeira vez na história um atleta de Uganda vence este mundial. Aos 19 anos, subiu no degrau mais alto do pódio. O campeão acelerou tudo nas últimas quatro voltas e estabeleceu o novo recorde do campeonato mundial: 58:49.  Seu compatriota e nome mais cotado para vencer o mundial, Joshua Cheptegei chegou em quarto (59:21) na sua estreia nesta distância. “Me sinto ótimo, foi minha primeira vez no Campeonato Mundial de Meia Maratona e eu venci!” disse Kiplimo. “É difícil explicar, porque estou cheio de emoção. Inacreditável. O tempo estava muito bom, assim como as condições e o curso. Sou muito grato por todos que me apoiaram”, completou o campeão, que venceu calçando um Nike Alphafly. O recorde anterior do Mundial da Meia Maratona – 58:59 – era de 2007, do atleta Zersenay Tadese, da Eritreia.

Jacob Kiplimo estabeleceu a nova marca do Mundial

“Dei o meu máximo!”,  disse Cheptegei, que estabeleceu o recorde mundial de 10.000 metros em Valência há apenas 10 dias. “Tenho treinado mais para 5000m e 10.000m, então não estava bem preparado para isso, mas estou muito feliz – correr um sub-60 é realmente especial para mim. Meu corpo estava indo muito bem, mas descobri que ainda tinha um pouco de fadiga nas pernas ”, acrescentou.

Da seleção brasileira o melhor colocado foi Gilmar Silvestre, que cruzou a linha de chegada em 75º, com o tempo de 1:03:51. Ederson Vilela Pereira chegou um minuto depois, em 90º, com o tempo de 1:04:19; seguido por Daniel do Nascimento, em 93º (1:04:27).  No total 117 atletas terminaram a prova e cinco desistiram. Por equipe, Quênia levou o ouro; Etiópia, prata; e Uganda, bronze.

 

 

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