Pesquisa recruta corredores de rua

Pesquisa recruta corredores de rua

SILVIA HERRERA

05 de abril de 2019 | 12h25

É um estudo sobre prevenção de lesões e podem participar corredores amadores que não apresentaram quadro de lesão há no mínimo três meses. São 530 vagas e a participação é virtual. #pesquisa #corridaderua #lesão #blogCorridaParaTodos

Este estudo faz parte de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) na modalidade “Auxílio à Pesquisa – Jovem Pesquisador” do  Prof. Dr. Luiz Hespanhol e sua equipe:  um doutorado, dois mestrados e quatro alunos de iniciação científica. Todos são vinculados ao Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia da Universidade da Cidade de São Paulo (UNICID).

O fisioterapeuta Edson Santiago, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, está ajudando na divulgação do estudo. Ele foi um dos fisios que me ajudou na minha recuperação de lesão de corrida de rua, durante o #Desafio5kORetorno e me contou sobre esta pesquisa super importante.

Caio Sain Vallio, formado em fisio pela Nove de Julho, com pós na Santa Casa e fazendo doutorado na UNICID,  conta que o principal objetivo é a prevenção de lesões em corredores de rua. Ele explica que um estudo prévio indica que  o comportamento do corredor de rua pode ser um fator importante para o desenvolvimento de lesões relacionadas à corrida ou, ainda, para se manter livre delas.

Oito fisioterapeutas participam da pesquisa ele querem provar a seguinte hipótese: a falta de informação adequada, baseada em evidências científicas, ou desinformação em relação a prevenção de lesões na corrida fazem com que os corredores tomam, por muitas vezes, decisões equivocadas que podem levar à lesões. Para a pesquisa eles optaram pelo método “Intervention Mapping” e desenvolveram um  programa de prevenção de lesões da corrida chamado RunIn3. O objetivo é aumentar o conhecimento sobre prevenção de lesão na corrida dos corredores amadores para que, possivelmente, isso auxilie na tomada de decisão ao implementar ou não alguma mudança na sua prática de corrida.

COMO FUNCIONA – A participação é voluntária e gratuita. A pesquisa tem duração de um ano e o corredor terá que responder online a questionários de monitoramento de lesões. O participante irá receber o conteúdo informativo pelo e-mail que cadastrará no site do projeto no momento de sua inscrição. Tá interessado? Se você tem mais de 18 anos, não está lesionado e não se lecionou nos  últimos três meses basta acessar este site e se inscrever: http://runin3.com.br

Dentre as principais contribuições desta pesquisa estão: difundir um campo de pesquisa pouco conhecido, chamado ciência de implementação, que estuda justamente a lacuna entre o conhecimento produzido pela ciência e sua utilização na vida real, pensando em como transferir o conhecimento da “academia” para o cidadão comum;  é bem comum encontrar na internet – no dr Google –  sites que propagam informações sobre prevenção de lesão da corrida, o que não se sabe é se essa atitude realmente é capaz de diminuir a taxa de lesões e o quanto ela diminui. “Assim, iremos medir e avaliar o programa RunIn3 para saber se difundir informações e aumentar o conhecimento sobre prevenção de lesões da corrida tem algum efeito positivo,  e o quanto é esse efeito,  na própria prevenção de lesões da corrida”, acrescenta Santiago.

ALGUMAS ESTATÍSTICAS

Ocorrem 10 lesões de corrida de rua a cada 1.000 horas

O corredor lesionado tem duas vezes mais chances de se lesionar

A taxa de lesão em corrida de rua é de 31%

 

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