Polar foca na comunidade dos corredores brasileiros

Polar foca na comunidade dos corredores brasileiros

Confira entrevista exclusiva com André Bandeira, diretor da marca de smartwatch no Brasil

SILVIA HERRERA

11 de junho de 2022 | 13h41

Ai, que preguiça. Quantas vezes você já ouviu isso? Os dados comprovam que nós corredores e esportistas amadores somos minoria no Brasil. Para se ter ideia, de acordo com um estudo de 2021 da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos 15 anos, praticamente um em cada dois adultos (47%) brasileiros não fazem atividades físicas o suficiente. Além disso, uma pesquisa da Ipsos, uma das maiores empresas de pesquisa e inteligência de mercado do mundo, mostra que a população brasileira é uma das que menos aderem à prática de atividade física – cerca de três horas por semana, a metade da média global (seis horas por semana). No entanto, não é hora de o brasileiro jogar a toalha. Ao contrário, cabe a nós adeptos de hábitos saudáveis, tornar a prática esportiva mais saborosa que um pacote de batata fritas, e mudar o placar desse jogo. Ainda bem que não estamos sozinhos. As gigantes marcas multinacionais têm essa mesma missão.

Polar deseja estimular o esporte 

A Polar, por exemplo, que é líder mundial em wearables esportivos e tecnologia de frequência cardíaca, fechou parceria com a VIK, startup que nasceu para ajudar as empresas a melhorarem a saúde de seus colaboradores, por meio do programa que visa transformar a vida das pessoas e das corporações.  À medida que a pessoa pratica atividade física, ganha pontos para chegar até 20% de desconto nos produtos da Polar. E como são produtos caros, vale a pena. Recentemente, a marca lançou uma linha específica para corredores, a Pacer, e anunciou o apoio do festival da Maratona do Rio, que acontece semana que vem, com a presença de cerca de 30 mil pessoas. E tem mais novidades por aí, ano que vem devem levar uma turma de corredores brasileiros para a Maratona da Finlândia.  Conversei sobre tudo isso com André Bandeira,  diretor da Polar no Brasil, que é também corredor amador.

Thiago Drews está treinando no Canadá para a Maratona do Rio 2022

A Polar lançou a linha Pacer, focada no corredor de rua. Por que?

André Bandeira – Decidimos segmentar a comunicação na corrida muito porque boa parte dos nossos clientes é formada por corredores. E por isso decidimos verticalizar bastante no corredor, pois são produtos que possuem tudo que o corredor precisa: GPS, monitoramento da frequência cardíaca, entre várias outras funções. E vamos ter mais algumas novidades para os corredores em breve. O que posso adiantar que nossa equipe de inovação, que fica na Finlândia, trabalha em  conjunto com os mercados, e damos feedbacks constantes das necessidades dos corredores brasileiros.

Este ano, a Maratona do Rio terá o apoio da Polar?

André Bandeira – Somos o apoio oficial do festival da Maratona do Rio, o principal evento brasileiro, e estaremos presentes lá. Vamos ter um stand na retirada dos kits e vamos promover ações nas corridas. Com a melhora no cenário da pandemia, resolvemos marcar nossa presença nessa maratona, que é a mais famosa do Brasil. Será nossa primeira participação presencial desde o início da pandemia.

Como serão essas ativações?

André Bandeira – Por exemplo, um dos nossos embaixadores, o Thiago Drews, mais conhecido como BroBruto (@broubrutodrews), atleta de Mountain Bike, que às vezes faz corridas em montanha. Vamos tirá-lo da zona de conforto, e vamos levá-lo para correr uma maratona no asfalto pela primeira vez. Outra ativação, os pacers da prova estarão identificados com balões da Polar. E quem for no nosso stand na retirada do kit vai ter uma surpresa. Aproveito para convidar todos os leitores e leitoras do blog para irem lá no nosso stand, vai ser bem legal mesmo.

Pensam em convidar corredores para participarem de provas na Finlândia, sede da Polar?

André Bandeira – A Finlândia tem 5 milhões de habitantes, é um país bem menor que o Brasil, mas tem a sua maratona também. E está nos nossos planos sim levar uma turma de corredores brasileiros correrem essa maratona lá.

Como a Polar está estruturada no Brasil?

André Bandeira – A Polar, que inventou a solução de monitoramento cardíaco esportivo em tempo real da atividade física, está presente no Brasil desde a década de 1990, através de distribuidores e em 2017 abrimos uma subsidiaria aqui, por enxergar muitas oportunidades por aqui. E decidiu vir com força máxima. E nossa operação no Brasil tem três principais objetivos: ganhar Market Share (aumentar o volume de venda), trabalhar a marca e trabalhar a experiência do consumidor. Queremos garantir que o consumidor tenha uma experiência excelente com a Polar. Costumo até brincar internamente, vender um produto é fácil, quero ver vender dois, três quatro ao longo de cinco, dez anos. A Polar é uma empresa familiar e temos um CEO profissional global desde 2019, e uma das mudanças foi acelerar o ritmo de lançamentos. Existe uma demanda para isso, que gera resultados, e com isso lançamos em média dois produtos por ano.

 

 

 

 

 

 

 

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