Primeira “cãominhada” a gente nunca esquece

Primeira “cãominhada” a gente nunca esquece

7ª SP DogRun reuniu milhares de pets no Shopping SP Market

SILVIA HERRERA

23 de maio de 2022 | 15h56

Desde que meu melhor amigo fez a passagem, em 14 de dezembro de 2015, nunca mais quis saber de ter outro cachorro. Fiquei realmente triste. Mas veio a pandemia e os insistentes pedidos de meu filho, que se sentia muito só por conta do isolamento social. Cedi. E em outubro de 2020, adotamos um filhote.  Na verdade, meu filho tinha escolhido um bem bonitinho, chamado Jimi Hendrix, mas demorei 24 horas para me decidir, e o bichinho já havia sido adotado.

Don Corleone e Silvia logo após a linha de chegada da 7ª SP DOG RUN

No mesmo dia, um pastor amigo meu me enviou um vídeo de um filhote horroroso, magro, pelo grisalho, que estava morando num cercadinho minúsculo em Cidade Tiradentes, no extremo leste da capital paulista. Ele precisava urgente de um lar. Nem pensei duas vezes. O pastor iria trazer o cãozinho, um “pudão de raça”, segundo ele. Fiquei de pagar a gasolina. Ele colocou no Waze, o trajeto daria 2 horas. Aproveitei para ir comprar a tralha toda.

Quando chegou, me apaixonei imediatamente. Mas ele era realmente feio, tadinho. Quando meu filho viu seu novo melhor amigo não escondeu a decepção. Fomos no petshop para um banho. Ficou bem melhor. Lá meu filho escolheu o nome: Don Corleone.

Na DOGRUN tem massagens para os cães também

O bichinho é muito inteligente, dia 2 de junho vai fazer 2 anos. Descobri  que realmente ele tem uma raça – Pastor Catalão. Isso foi uma informação muito importante, assim aprendi que para ele ficar calmo tem que correr ou andar no mínimo 40 minutos por dia. E desde então, dia sim e dia sim, lá vamos nós correr e caminhar pelas ruas do Brooklyn de manhã cedinho. Ele já aguenta 5km. Na verdade, quem fica morta sou eu kkk. É cada sprint inacreditável.

Há um mês recebi um convite da Fuse, empresa que organiza corrida de rua, para levar o Corle na 7ª SP DogRun, que seria realizada em 22 de maio, no estacionamento do Shopping SP Market, na zona sul de Sampa. Escolhi a “cãominhada” para poder ir com meu filho. Na cãorrida só pode uma pessoa. O dia foi chegando e fui ficando preocupada. E se ele fosse mordido? Se rolasse algum BO? Ele já foi mordido uma vez, perdeu para sempre os dois dentes da frente. Foi horrível. Corle é muito dócil e brincalhão, mas pula em todo mundo.

7ª DOGRUN foi no estacionamento do Shopping SP Market

Acordamos às 7h no domingo e às 8h30 estávamos lá. Um frio… Vimos a largada da cãorrida – foi o máximo. O Corle ficou de boa, e maravilhado com tudo que via. Tinha espaço agility, massagem para pets, local para fotos com acessórios, uma festa para os cães.

Depois que a última corredora e seu pet chegaram nos chamaram para a cãominhada. Tinha de todos os tamanhos e raças, todos na paz. O Corle dava uns piques depois estancava para esperar meu filho, que chamou uma amiga também. Foi uma delícia. Só alguns donos que “esqueceram” de recolher as fezes dos cães, e ficamos de olho no asfalto. Tinha até posto de hidratação para os donos e pets, na metade do trajeto. A cãominhada tinha 2km e a cãorrida, 3km. Ah, eles validam o ticket do estacionamento para os inscritos, era só baixar o app do shopping.

Don Corleone e sua primeira medalha da 7ª DOGRUN

Resumo da ópera – o Don Corleone AMOU! Ah, no kit vieram vários brindes para ele, que  estão sendo devorados aos poucos. Agora é comprar o peitoral de corrida e treinar para a estreia da Cãorrida. O primeiro peitoral que comprei para ele foi destruído imediatamente, ele não suporta nada pegando nele, parece eu. O lance é colocar só na hora da corrida. A medalha ele ficou 5 minutos, rasgou a fita em 10 minutos, mas posou para a foto Esse é o Don Corleone, o chefe da bagunça total.

Kit veio com vários brindes para os pets e para os donos

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