Se exponha mas não se queime

Se exponha mas não se queime

SILVIA HERRERA

02 de dezembro de 2017 | 06h30

Este é o slogan da campanha nacional de prevenção do câncer de pele e, se você treina ou corre no sol, confira as dicas do dermatologista Murilo Drummond, que é também corredor de rua amador. #DezembroLaranja #ControleoSol #corridaderua #BlogCorridaParaTodos

Todos os anos surgem em torno de 176 mil casos de câncer de pele, dados do  Instituto Nacional de Câncer (INCA),  e por isso a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realiza  a campanha Dezembro Laranja desde 2014 para alertar a população sobre métodos de prevenção e a importância do diagnóstico precoce da doença, com atendimento gratuito à população. Esse atendimento, com participação voluntária dos médicos, ocorre desde 1999. Neste sábado (2/12) quem quiser pode ser atendido gratuitamente por três mil dermatologistas espalhados em 130 postos  em todo pais, confira a lista clicando aqui. E pela primeira vez, a ação continuará durante todo o verão com diversas ações pelo país que serão feitas pela internet, ruas, praias e parques.  Atenção, apenas em Pernambuco a atendimento será no dia 6 de dezembro.

Drummond é formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor titular do Instituto de Pós-Graduação Carlos Chagas, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica, além de membro da Academia Americana de Dermatologia. Ele corre e joga tênis cinco vezes por semana, com foco em qualidade de vida.

Além do básico, como usar bonés, óculos escuros,   roupas de cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30, é bom sempre se lembrar da  hidratação constante, que também faz parte dessas medidas fotoprotetoras, e de evitar os horários de maior insolação: das 10h às 16h.

Murilo Drummond

Como o corredor de rua, que treina no sol da hora do almoço, pode se proteger para evitar o câncer de pele? 

Murilo Drummond – Usando filtro solar com FPS mínimo 30, boné e camisa com proteção UV.

Como deve ser feita a aplicação do filtro solar, com qual antecedência (quantos minutos antes de começar a treinar)? 

Murilo Drummond – Trinta minutos antes e em toda a superfície corporal.

E nos casos dos carecas?

Murilo Drummond – Passar protetor e usar boné ou chapéu com proteção UV.

E as orelhas, existem perigo de câncer de pele nessa região? 

Murilo Drummond – As orelhas muitas vezes são esquecidas e as lesões cancerosas são altamente mutilantes nessa região.

Com relação a escolha das roupas, é verdade que as camisetas escuras e com fator de proteção funcionam melhor que as claras? Por que? 

Murilo Drummond – A cor branca reflete os raios e há menos absorção, mas independentemente da cor o essencial é a roupa ter proteção UV para uma proteção garantida.

Que tipo de pinta que devem ser investigadas? Só as grandes e de bordas irregulares?  Por que? 

Murilo Drummond – Qualquer pinta ou mancha devem ser examinadas, mas não só as grandes ou irregulares. As pequenas muitas vezes de mais de uma cor, podem ser gravíssimas.

É normal uma pinta sangrar quando secada com a toalha? Por que? 

Murilo Drummond – As pintas podem ou não sangrar quando traumatizadas. Isso vai depender de serem mais ou menos vascularizadas.

E as feridas, quando devem ser investigadas? 

Murilo Drummond – As feridas que não fecham e nem cicatrizam devem ser examinadas sempre.

O QUE OBSERVAR NAS PINTAS:

Pinta “A” – assimetria:  se as pintas tiverem lados desiguais, um maior que o outro, procurar um dermatologista.

Pinta “B” – borda:  tem que ser regular e delimitada, se não procure um dermatologista.

Pinta “C” – cor:  o ideal é que tenha uma cor uniforme. Se possuir várias cores (preta, vermelha misturada com marrom, por exemplo) procure um dermatologista.

Pinta “D” – diâmetro: acima de seis milímetros é uma pinta que precisa de atenção e deve ser vista mais de perto pelo médico.

 

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