Sinal verde para a Maratona Internacional de Manaus

Sinal verde para a Maratona Internacional de Manaus

Organizador garante que a prova será realizada em novembro com número de participantes reduzido

SILVIA HERRERA

12 de julho de 2020 | 10h15

Uma boa notícia aos maratonistas brasileiros: ao menos uma 42 km continua em pé no calendário 2020, a 3ª Maratona Internacional de Manaus. Em entrevista ao blog Corrida para Todos, o empresário James Araújo Lima Jr, CEO da To Goal Sports, empresa organizadora da prova, confirma a realização do evento nos dias 21 e 22 de novembro, que será restrita a mil pessoas por dia e vai seguir um rígido protocolo de segurança sanitária, desenvolvido em conjunto com a Abraceo (Associação Brasileira de organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor). “No dia da Maratona vamos celebrar com os atletas  o  retorno às corridas, o retorno à vida”, diz James, que está bem otimista com os rumos do controle da pandemia em Manaus.

Primeira edição da Maratona de Manaus aconteceu em 2018

“O evento está confirmado e podem se inscrever sem nenhum receio”, afirma James. A Maratona tem convênio com a Rede Manaus Hotéis, que oferece unidades próximas às largadas. “Eles oferecem tarifas especiais para os inscritos”, explica. Segundo James, o que muda com a pandemia no mundo das corridas é que a provas terão que ter um nível de higiene muito superior ao que era antes, os participantes e as autoridades vão exigir isso. “Acredito que esta preocupação com a higiene veio para ficar e é um ponto positivo de tudo isso que está acontecendo”, avalia James.

A organização está acompanhando diariamente os boletins da Covid-19. “Em Manaus os novos casos são do interior do estado, já que só na capital tem tratamento apropriado. E por aqui, é difícil encontrar um morador que ainda não passou pela experiência da Covid. O lado bom disso, é que praticamente já estamos livres dessa situação e a tendência é a população se sentir mais segura. Esta semana recomeçaram as aulas na rede particular e na semana passada, os treinos nos parques. Parece que passou o pico da contaminação e a situação começa a ser controlada”, avalia James. Até 9 de julho eram 82 mil casos confirmados e 3 mil mortes em Manaus.

“Nosso relacionamento com as autoridades é muito bom e nosso protocolo está servindo como referência para outros setores, inclusive dos eventos de música. O grande  desafio está sendo captação de patrocínio. Nosso patrocinador master decidiu apoiar só no ano que vem”, argumenta. Ele explica que a expectativa é que os eventos esportivos retornem em outubro, com uma Ultra Maratona de trail;  e dias 21 e 22 de novembro a Maratona Internacional de Manaus restrita a dois mil participantes, metade no sábado e metade no domingo. No sábado serão realizadas a 10K a meia maratona; e no domingo, a 42K. E há o desafio, no qual o corredor corre os dois dias, ou 10K +42K, ou 21k+42K.

“A largada será em ondas, em um local bem amplo, para os corredores conseguirem se manter distantes 1,5 m do outro, e evitar aglomerações. O corredor tem que chegar ao local e lagar de máscara. Correr de máscara é opcional, mas não recomendamos, pois a prova é muito dura e o clima é úmido, e a máscara enxarca rapidamente”, destaca.

A To Goal Sports desenvolveu um protocolo de retomada junto com a Abrasel Amazonas, que foi encaminhado as autoridades municipais, que prevê vários cenários. Todos os detalhes foram pensados, da entrega do kit em sistema Delivery (nos hotéis parceiros), Drive-Thru, agendado ou na Expo (se for possível montá-la);  largada, hidratação, chegada, kit frutas, entrega de medalha e infra-estrutura. “O staff estará de máscara, luvas e protetor facial. Os banheiros químicos, por exemplo, serão limpos cada vez que forem utilizados”, conta James. Ele acredita, que como a prova é em novembro, quase tudo já esteja normal na cidade. E se o cenário permitir, as tendas das assessorias serão permitidas e até a premiação. Mas tudo dependerá do estágio da pandemia no local.

Outro impacto foi a desistência da ida de alguns atletas estrangeiros. E para motivar novas inscrições as viradas de lotes foram suspensas. Quanto a transporte aéreo e hospedagem a expectativa é ter a retomada de 80%  em agosto e chegando a 100% em novembro. “Tudo indica que a cidade esteja numa situação normal para receber todos os atletas que vieram de outros locais. Já temos 202 inscritos de outros estados e esse número deva chegar a 350 a 400”, espera. Entre os estrangeiros, já confirmaram atletas vindos da Venezuela, Argentina e Uruguai, Bolívia, Peru e Equador.

Além da Maratona, tem a meia e os 10K – em dias diferentes. 

Uma das bacanices desta maratona é o peitoral. Quem correu a primeira edição ganhou um peitoral vitalício. A partir da segunda edição tem que participar três vezes para ganhar um número de peito fixo. “E quem participou da primeira edição e correr dez edições não precisará pagar inscrição nas próximas”, acrescenta.  E há premiação em dinheiro até nas categorias por idade e para os cem primeiros classificados na maratona e da meia maratona (Top 100): 80 primeiros entre os homens, e as 20 primeiras entre as mulheres. Ou seja, quem participar do Desafio poderá conquistar até cinco medalhas. E a cerimônia da premiação vai depender diretamente do estágio da pandemia. Ou logo após a prova, com os atletas separados por baias, ou até via Correios.

Um dos destaques da maratona é o percurso, que passa por todos os cartões-postais da capital do Amazonas. E também a possibilidade de conhecer um pouco a região. “Indicamos o Passeio Amazônico, que é um passeio de barco que inclui  o encontro das águas, conhecer uma aldeia indígena, vai na cidade flutuante, pesca pirarucu, toma banho com boto, que é uma diversão muito grande”, conta.

A segunda corrida mais antiga do Brasil é em Manaus, cidade que tem grande tradição em corridas de rua. “É a Henrique Acher Pinto, que inclusive nossa primeira edição da maratona utilizou”, conta James. São duas corridas diferentes de distâncias distintas, que continuam paralelamente. Enquanto a maratona vai para a terceira edição, a Henrique Acher Pinto vai para a 65ª, um evento da Rede Amazônica de Rádio e TV. Aliás, Henrique Acher Pinto foi um dos pioneiros da imprensa manauara, fundador de “O Jornal” e “Diário da Tarde”. “O tema da primeira edição foi ‘Vamos Fazer História Juntos’ que tinha tudo a ver com a corrida Acher Pinto, por isso fizemos esta parceria para aquela edição”, explica James.

Largada 22 de novembro – 42K

pórtico localizado no cruzamento da Av 7 de setembro com a Rua Luiz Antony em frente à praça Dom Pedro II, área do Paço Municipal, sob qualquer condição climática, obedecendo a seguinte sequência:
• às 3h58min para Cadeirantes e ACDs masculino e feminino;
• a partir das  4h subdivididos nos seguintes pelotões:
Pelotão para Elite Feminina e Masculina, Público Geral Kit VIP feminino e masculino;
Pelotão para o Público Geral masculino e feminino.

Largada 21 de novembro – 10k e 21k

pórtico localizado na Rua Jornalista Flaviano Limongi (entre a Arena e o Sambódromo) quase esquina com a Rua Loris Cordovil, sob qualquer condição climática, obedecendo a seguinte sequência:
• às 4h58min para Cadeirantes e ACDs masculino e feminino;
• às 5h  subdivididos nos seguintes pelotões:
Pelotão para Elite Feminina e Masculina, Público Geral Kit VIP feminino e masculino;
Pelotão para o Público Geral masculino e feminino;

Informações e inscrições: https://maratonademanaus.com.br/

Vídeo da corrida

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