Treinamento de corrida de rua para o Ironman

Treinamento de corrida de rua para o Ironman

SILVIA HERRERA

28 de setembro de 2017 | 12h52

Igor Amorelli conta com exclusividade para o Blog Corrida Para Todos como são seus treinamentos para a maratona, última e decisiva parte de um triatlo. Ele embarcou ontem (27/9) para Kona (Havaí) para disputar o campeonato mundial do IronMan. Este depoimento faz parte do Diário de Kona, com publicações a cada 15 dias. #corridaparatodos #triatlo #corridaderua #maratona

Dan Vojtech /Red Bull Content Pool

“E aí, galera que acompanha o Blog Corrida Para Todos. Eu aqui, de novo, para contar um pouco mais sobre as minhas duas últimas semanas de treinos e falar especificamente sobre o tema corrida.

Minha rotina de treinos foi bem pesada nos últimos dias. Aproveitei o GP Extreme Penha (SC) para fazer um simulado de olho em Kona. Enquanto os atletas que estavam na competição cumpriram as distâncias de 1000m de natação, 100 km de ciclismo e 10 km de corrida, eu estendi um pouco mais conforme estava planejado na minha planilha e fiz os mesmos 1000m de natação, mas pedalei 140 km e corri 28 km. Foi bem duro.

Poder fazer um treinamento usando a estrutura de prova foi ótimo. Além de tudo, tinha uma galera dando aquele suporte e incentivo, o que é sempre muito importante.

Sobre os meus treinos específicos de corrida, tenho feito um dia de pista, que são os de maior intensidade (no caso, entenda por velocidade), dois treinos de transição, que é a corrida logo após a bike, sendo que um é mais longo e outro mais curto, e um treino longo de corrida na rua. Isso por semana!

Os treinos mais longos que faço são de 36 km. Sendo assim, a gente nunca chega a correr mais do que a distância de uma maratona em treinos, pois desgasta muito e é preciso recuperar. Mas se somar tudo que corremos durante a semana, isso dá um volume grande.

Lógico que é na corrida que se define uma prova, pois ela é a última modalidade, mas a bike também pesa bastante. Falando especificamente sobre Kona, posso dizer que a corrida lá não é muito rápida, mas tem vários detalhes que a deixam muito dura. Um deles é o calor. Além disso, tem umas subidinhas que pegam bastante. Os primeiros 16 km são de descida mais leve e aí, depois, tem uma subida de uns 500/600m.

Já no km32 é onde o bicho pega. Essa é uma parte bem desafiadora, pois é em um local mais quente e afastado, sem torcida nenhuma. Uma subida sem muita inclinação, mas bem longa. Com certeza é uma maratona que leva o triatleta ao limite.

E por falar em Kona, emrbarquei  na quarta (27/9) para o Havaí. O Palito (Rafael Cruz, meu treinador) vai me acompanhando para a nossa quinta participação no Mundial de Ironman. A preparação segue muito boa e agora faltam apenas mais duas semanas para a prova. Sigo contando com a torcida de todos vocês!

Aloha!”

Mensagem de Igor Amorelli:

Diário de Kona: clique aqui para ler o primeiro posto sobre a preparação psicológica de Igor Amorelli

Tudo o que sabemos sobre:

Ironmancorrida de ruatriatlo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.