Vem aí o Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha

Vem aí o Campeonato Fluminense de Corridas de Montanha

SILVIA HERRERA

05 Janeiro 2018 | 10h10

Estão previstas 20 etapas, a primeira será em Maromba, dia 21 de janeiro, com largada às 8h. #BlogCorridaParaTodos #corridademontanha #corridaderua

Para quem não conhece, a Vila de Maromba, em Visconde de Mauá (Itatiaia -RJ), é um daqueles recantos paradisíacos desse #BrasilzãodeMeuDeus. É o local do Escorrega, uma cachoeira de perder o fôlego!  Um daqueles locais que você precisa conhecer, mas se der para conhecer e correr, melhor ainda.

Fábio Galvão Borges, organizador do evento, explica que Maromba, na divisa entre Minas e Rio, é uma etapa clássica do campeonato e muito concorrida. “Tenho certeza de que será sucesso mais uma vez. Estamos com algumas novidades e muito animados para entregar provas de primeira para os atletas que confiam no nosso trabalho. Além de Maromba, temos previstas outras 20 etapas em 2018, em Teresópolis, Ilha Grande, Nova Friburgo, Maricá e Petrópolis. Então, quem quer brigar no ranking tem que ir somando pontos desde já”, sugere Borges. Na primeira etapa do ano vão ser três opções de percurso: 6K (curto), 13K (médio); e 24K (longo).

O engenheiro Oswaldo Castro Júnior, 63 anos, é bicampeão fluminense na faixa etária e vice-campeão geral. Ele mora em Penedo (RJ) e corre há dois anos esse circuito. “Fiz o percurso curto em 2016, o médio em 2017 e este ano vou para o longo, já me preparando para desafios maiores nas montanhas. Correr na montanha é bom demais”, diz o corredor.

Qual o trecho mais difícil? E o mais bonito – por que?

Oswaldo Castro Júnior – O mais difícil foi o percurso de Maricá, em 2016, com 5k de subida muito íngreme, e também a diversidade de pisos na mesma prova, com mata fechada, riachos com água no peito, estradinhas de terra batida e uma descida bem enjoada. Tem duas provas que são as mais bonitas, por sua natureza exuberante, Maromba na Serra da Mantiqueira, um dos melhores maciços para se correr no Brasil, e a prova da Ilha Grande, onde além da natureza, ficamos um pouco isolados do mundo exterior, o que nos aproxima da prova.
Quais seus planos para este ano?

Oswaldo Castro Júnior – Em 2018, tenho metas um pouco mais ambiciosas, quero começar a correr distâncias mais longas, entre 12 a 21k, pois vou continuar a minha preparação para correr em 2020, a Ultra Trail Mont Blanc na França. Para isso faz parte correr no Rio, em junho, a minha primeira maratona no asfalto.

O que leva para a prova?

Oswaldo Castro Júnior – Essa questão é muito importante, porque correr na montanha é um tipo de prova que envolve muitos riscos, portanto temos que nos preocupar muito com a segurança e com o resgate no caso de problemas. Então nas provas mais longas ou de difícil acesso à trilha, levo uma mochila de hidratação, barrinhas para me alimentar, apito para dar algum sinal, um cobertor metalizado, celular e as vezes um corta vento.

O que mais te atrai nas corridas de montanha?

Oswaldo Castro Júnior – Várias coisas me atraem, o contato direto com a natureza, que me deixa mais feliz e mais saudável. Os percursos são mais desafiadores, com subidas, descidas, pisos diferentes, mata fechada, tudo na mesma prova. E também como são provas mais desafiadoras e duras, corremos com o risco constante de nos machucar, temos que cuidar uns dos outros, o mais importante é terminarmos a prova bem, em segurança, o resultado é secundário. Agora acima de tudo é fazer uma atividade física, hoje tenho 63 anos e pretendo viver até os 90 anos, bem e correndo.

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